Elon Musk, proprietário da rede social X (anteriormente Twitter), tem gerado forte polêmica ao utilizar a plataforma para amplificar uma série de mensagens anti-imigração e teorias conspiratórias associadas à extrema-direita.
Nos últimos dias, Musk compartilhou e endossou publicações que incluem alegações chocantes, como a de que “os brancos estão à beira da extinção” e que imigrantes de origem somali “não têm o direito de estar na América”. Além disso, foram destacados comentários que sugerem “traição” por parte de organizações que oferecem suporte a refugiados.
Amplificação de Mensagens Extremistas no X
O bilionário tem republicado conteúdos de diversas contas, muitas delas já conhecidas por disseminar desinformação, respondendo a elas com afirmações categóricas como “verdade” ou “simplesmente um fato”. Parte dessas publicações se refere a uma investigação federal sobre fraudes em programas de assistência social em Minnesota, estado com uma significativa comunidade somali-americana. Musk também tem enfatizado casos isolados de crimes cometidos por imigrantes, sugerindo que representam um padrão generalizado.
Entre as contas promovidas, destaca-se a do ativista britânico de extrema-direita Tommy Robinson, que foi reintegrado ao X por Musk após ter sido banido da plataforma em 2018 por “conduta odiosa”. Outra postagem amplificada por Musk chegou a afirmar que “somalis não têm o direito de estar na América” e que não se “integram à sociedade”.
Conexão com a “Grande Substituição” e Alinhamento Político
As mensagens de Musk também abordam o “declínio” da população branca e voltam a sugerir que a imigração faz parte de uma conspiração para beneficiar o Partido Democrata. Essa é uma ideia central da teoria da “grande substituição”, uma narrativa amplamente rejeitada por especialistas e frequentemente usada em discursos extremistas para incitar o ódio.
As recentes ações de Musk no X sublinham um aparente alinhamento com figuras políticas como Donald Trump, que já expressou publicamente que imigrantes somalis “não contribuem com nada”. Apesar das pressões de anunciantes que já abandonaram a plataforma no passado devido a conteúdos controversos, o cenário atual, influenciado por ações judiciais do próprio executivo e sinais de retaliação política, parece ter reduzido a disposição de grandes marcas em deixar o X.

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