De acordo com relatos de testemunhas próximas à vítima, Douglas Rebouças trafegava em uma motocicleta acompanhado por seu primo, enquanto um amigo seguia em outra moto. O grupo havia acabado de passar por uma fiscalização da Polícia Militar, quando, logo adiante, foram surpreendidos por uma segunda blitz. As circunstâncias desta segunda abordagem são as que mais geram revolta: segundo os relatos, a operação policial parecia “praticamente descaracterizada”, ocorrendo em um local escuro e sem os sinalizadores usuais, como cones, com o próprio veículo policial desligado, o que contribuiu para o susto e a apreensão dos jovens.
O clima de confusão e medo se instalou quando um dos amigos, Felipe, foi abordado primeiro. Douglas e seu primo, Ramon, que vinham logo atrás, teriam se assustado com a aparência e o modo da abordagem da segunda blitz, especialmente por não esperarem uma nova fiscalização tão próximo à primeira e em condições que consideraram atípicas, levando-os a crer que pudessem ser assaltantes. Em um ato de desespero, aceleraram a motocicleta em direção a Almino Afonso. Foi nesse momento que, segundo as testemunhas, os policiais efetuaram disparos, atingindo Douglas e o adolescente na ribanceira da pista, resultando na queda da moto.
Infelizmente, Douglas Rebouças da Silva Cavalcante não resistiu ao ferimento e faleceu ainda no local. Seu primo, o adolescente Ramon, foi atingido na mão e, após receber os primeiros socorros, foi encaminhado ao Hospital Regional de Pau dos Ferros para tratamento. A área onde ocorreu o incidente foi imediatamente isolada pela Polícia Militar, e o corpo de Douglas foi removido para perícia. Até o momento da publicação desta notícia, a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte não havia emitido um comunicado oficial sobre o ocorrido, deixando um vácuo de informações que agrava a angústia dos familiares.
Diante da gravidade dos fatos e da suspeita que recai sobre os policiais civis, familiares e amigos de Douglas Rebouças anunciaram a intenção de organizar protestos e manifestações para cobrar celeridade nas investigações e a punição dos responsáveis. A comunidade de Almino Afonso espera respostas concretas e a garantia de que a justiça será feita para o jovem servidor público.

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