O Palmeiras foi derrotado pela LDU por 3 a 0 na noite desta quinta-feira, no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, pela partida de ida da semifinal da Copa Libertadores. Com o resultado, o Verdão precisará de uma virada histórica no jogo de volta para avançar à final da competição continental e seguir sonhando com o tetracampeonato.
A equipe paulista foi irreconhecível e teve um desempenho abaixo do esperado, sendo dominada pelos equatorianos. A derrota marcou o fim da invencibilidade do Palmeiras nesta edição da Libertadores e também encerrou uma sequência de 30 jogos sem perder como visitante contra clubes estrangeiros.
Estratégia inicial e domínio da LDU
O técnico Abel Ferreira realizou três alterações na escalação inicial em comparação ao time que atuou no Campeonato Brasileiro no fim de semana. Murilo, Emiliano Martínez e Raphael Veiga foram titulares, substituindo Bruno Fuchs, Aníbal Moreno e Mauricio. Apesar das mudanças, a estratégia do Palmeiras não surtiu efeito.
A LDU pressionou desde o início do jogo, expondo o setor defensivo do Palmeiras e deixando o meio-campo desencaixado, enquanto o ataque alviverde mostrou-se apático. O goleiro Carlos Miguel precisou fazer pelo menos três defesas antes dos 16 minutos.
O placar foi aberto por Villamil aos 16 minutos, que recebeu de Quiñonez e finalizou. Dez minutos depois, Alzugaray ampliou de pênalti. Nos acréscimos do primeiro tempo, aos 45, Villamil marcou o terceiro gol, que contou com um desvio em Khellven.
Abel Ferreira explicou as escolhas táticas: “Aníbal estava no banco, mas lesionado. A missão do Veiga era específica: bloquear o número 33 (Quiñonez) e fechar como terceiro médio quando a bola estava no corredor contrário. A missão do Emiliano era acompanhar o meia que fez dois gols (Villamíl). Quanto à escolha pelo Murilo, entendi que era um jogo mais físico de duelo, e ele tem essa capacidade. Portanto, foram três substituições normais levando em conta nossa estratégia.”
Segundo tempo e o desafio da virada
No intervalo, Abel promoveu as entradas de Giay e Sosa nos lugares de Khellven e Veiga. Posteriormente, Allan, Jefté e Bruno Rodrigues entraram nas vagas de Emiliano Martínez, Felipe Anderson e Vitor Roque. Apesar das substituições, o Palmeiras não conseguiu reagir efetivamente na altitude de Quito.
O time esboçou uma reação na etapa final e conseguiu criar algumas chances de perigo, mas sem efetividade. Vitor Roque, Flaco López e Sosa desperdiçaram oportunidades cara a cara com o goleiro adversário.
“Apesar de não termos feito um bom jogo, tivemos uma [chance do] Roque em frente ao goleiro, um arremate do Veiga dentro da área, um lance do López no segundo tempo que bate o peito do goleiro. Outro do Ramón que o goleiro defende e esta última do Flaco. Não fazendo bom jogo, pelo menos dessas cinco oportunidades, para quem quer estar à frente, tem que fazer uma ou duas. Como disse, é um jogo que estivemos muito abaixo do que sabemos, podemos e conseguimos fazer”, analisou Abel Ferreira.
O treinador revelou que havia alertado a equipe sobre a força da LDU em casa, que já havia eliminado Botafogo e São Paulo e ficou em primeiro no grupo do Flamengo nesta Libertadores. Para avançar à final sem a necessidade de pênaltis, o Palmeiras precisará vencer por quatro gols de diferença no jogo de volta. Uma vitória por três gols de diferença levará a decisão para as penalidades.

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