Nesta quarta-feira (29), a Meta entrou em campo para apresentar os resultados do seu 3º trimestre, e o placar financeiro trouxe boas notícias: a gigante da tecnologia superou as projeções de Wall Street. No entanto, a reação do mercado foi de cautela, com as ações da empresa dando um passo atrás após o apito final do pregão regular, conforme apurado pela CNBC.
A performance da companhia de Mark Zuckerberg foi notável, marcando um “gol” de US$ 7,25 em ganhos por ação, superando os US$ 6,69 esperados. A receita total da empresa também foi um destaque, alcançando US$ 51,2 bilhões contra os US$ 49,4 bilhões projetados. É uma vitória expressiva nos números!
Meta: Balanço Detalhado e Estratégias Futuras
Os bastidores do desempenho da Meta revelam algumas jogadas estratégicas e desafios:
Uma “falta” fiscal, na forma de uma cobrança única de imposto de renda não monetária de US$ 15,9 bilhões, foi explicada pela big tech, resultado de uma lei do governo Donald Trump.
Esta “One Big Beautiful Bill” pode, contudo, se traduzir em uma “vantagem” futura, com a possibilidade de redução significativa nos pagamentos de impostos federais estadunidenses para o restante de 2025 e anos subsequentes.
A Meta também reforçou seu “time de ataque”, anunciando um aumento na previsão de investimentos ainda para este ano, que deve ficar entre US$ 70 bilhões e US$ 72 bilhões.
As despesas gerais, por sua vez, estão projetadas para alcançar um valor mínimo de US$ 2 bilhões, com o total ficando entre US$ 116 bilhões e US$ 118 bilhões.
O “técnico” Mark Zuckerberg, cofundador e CEO da empresa, comentou sobre o aumento dos investimentos e despesas: “Continuamos vendo esse padrão em que construímos uma certa quantidade de infraestrutura com base no que consideramos uma estimativa otimista, e então continuamos tendo mais demanda.” Ele completou, com uma visão de longo prazo: “Isso sugere que ser capaz de fazer um investimento significativamente maior aqui tem grandes chances de ser algo lucrativo ao longo de algum período.” Uma aposta no futuro!
O Desafio do Metaverso e a Força da Torcida
Nem tudo são flores no campo da Meta. A Reality Labs, divisão dedicada à realidade virtual e ao metaverso, enfrentou um revés, registrando um prejuízo de US$ 4,4 bilhões, com vendas de apenas US$ 470 milhões. A diretora financeira Susan Li explicou que a “queda de rendimento” neste setor se deu pela ausência de novos headsets Quest este ano e pela antecipação de compras de varejistas no trimestre anterior.
Contudo, há pontos de luz: o recém-lançado Meta Ray-Ban Display, os óculos de IA, são um “sucesso de vendas”, com estoques esgotados e demonstrações preenchidas até novembro. A expectativa é de um “sprint” de crescimento na receita dos óculos de IA no 4º trimestre, que, no entanto, será ofuscado pelos desafios dos headsets Quest.
A “torcida” da Meta, seus usuários ativos diários, continua crescendo, somando 3,54 bilhões, superando os 3,5 bilhões esperados por Wall Street. E a “camisa 10” da empresa, a publicidade, performou com maestria: as vendas no terceiro trimestre aumentaram 26% em relação a 2024, o maior crescimento desde o primeiro trimestre do ano passado, atingindo US$ 50,8 bilhões (Wall Street esperava US$ 48,5 bilhões).
Para o quarto e último “tempo” de 2025, a Meta projeta uma receita entre US$ 56 bilhões e US$ 59 bilhões, um “tiro certeiro” acima das expectativas do StreetAccount.
No que diz respeito ao “elenco”, a companhia reportou 78.450 colaboradores em 30 de setembro, uma redução de 8% em relação a 2024, após recentes ajustes na equipe.

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