A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta sexta-feira (7), a “Operação Paper Companies”, uma grande ação contra crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A operação mobilizou equipes em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Caicó, cumprindo mandados de busca e apreensão em empresas e residências de investigados.
Esquema de Uma Década Descoberto
As investigações revelaram que o grupo criminoso operava há mais de dez anos, utilizando um esquema sofisticado para ocultar a origem e o destino de recursos ilícitos. Eles se valiam de empresas de fachada, fraudes contratuais e interpostas pessoas para movimentar dinheiro ilegalmente. Entre 2021 e 2024, as transações financeiras suspeitas ultrapassaram a marca de R$ 25 milhões.
Detalhamento da Operação e Equipes Envolvidas
A “Paper Companies” foi coordenada pelo Departamento de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR-LD), por meio da Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária (DEICOT). Contou ainda com a participação da DEICOR, da Delegacia de Falsificações e Defraudações de Natal, da 3ª Delegacia Regional de Caicó e do Departamento de Inteligência Policial (DIP). A Secretaria Estadual de Tributação (SEFAZ-RN) prestou apoio técnico fundamental, acompanhando as diligências nos estabelecimentos-alvo.
O Significado de “Paper Companies”
O nome da operação, “Paper Companies” (Empresas de Papel, em tradução livre), é uma referência direta ao método utilizado pelos criminosos: a criação de empresas fantasmas. Essas “empresas de papel” eram usadas para emitir notas fiscais falsas e movimentar dinheiro de forma fraudulenta, muitas delas atuando no setor de reciclagem de papel. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e aprofundar a análise das movimentações financeiras ilícitas.

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