O ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra sob prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde sábado (22), apresentou um quadro clínico estável durante a noite, conforme boletim divulgado neste domingo (23) por seus médicos, Cláudio Birolini e Leandro Echenique. A nota médica detalha a condição de saúde do ex-presidente e os cuidados que estão sendo tomados.
O comunicado médico confirmou que Bolsonaro experimentou um episódio de confusão mental e alucinações na noite de sexta-feira (21). De acordo com os médicos, esse quadro foi desencadeado pela interação medicamentosa entre a pregabalina, prescrita por outro profissional, e os medicamentos que o ex-presidente já utilizava regularmente, clorpromazina e gabapentina. Essa combinação de fármacos pode levar a sintomas como desorientação, sedação e alterações cognitivas, conforme explicam os especialistas.
Diante do quadro, a administração da pregabalina foi imediatamente suspensa. Segundo o boletim, Bolsonaro não apresenta mais os sintomas de confusão mental e alucinações no momento. A equipe médica mantém o monitoramento constante do ex-presidente.
Os médicos ressaltaram que Jair Bolsonaro possui um histórico de múltiplas comorbidades e faz uso contínuo de diversos medicamentos desde 2018. Além disso, o ex-presidente recentemente se recuperou de um quadro de pneumonia por broncoaspiração e enfrenta crises recorrentes de soluços persistentes, que demandam atenção médica.
A equipe médica informou que realizou ajustes na medicação de Bolsonaro para retornar ao tratamento anterior, considerado mais adequado para sua condição clínica. O monitoramento do ex-presidente permanecerá contínuo, visando garantir sua estabilidade e bem-estar durante o período de prisão preventiva. A defesa de Bolsonaro tem buscado reverter a decisão judicial, alegando questões de saúde e a necessidade de um tratamento mais adequado.
A prisão preventiva de Bolsonaro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a investigações sobre atos e manifestações com teor golpista e antidemocrático, colocando o ex-presidente no centro de um intenso debate político e jurídico no país.

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