Médica Citada em Caso de Alucinação Visita Ex-Presidente
A médica Marina Pasolini, cujo nome foi mencionado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação a um medicamento supostamente causador de um episódio de alucinação, realizou uma visita a Bolsonaro na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília.
O Incidente com a Tornozeleira Eletrônica
Durante sua audiência de custódia, o ex-presidente detalhou um incidente onde, sob alucinação, teria imaginado a presença de uma escuta em sua tornozeleira eletrônica, tentando removê-la com um ferro de solda.
Segundo o relato de Bolsonaro, a médica Marina Pasolini teria receitado Sertralina sem comunicar-se com os outros profissionais de saúde que o acompanhavam. Essa falta de coordenação, argumenta a defesa, teria provocado uma reação adversa com outro medicamento que já era administrado para tratar uma crise de soluços que o acometia.
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Em um boletim médico divulgado posteriormente, os doutores Claudio Birolini e Leandro Echenique, que também cuidam da saúde do ex-presidente, confirmaram que Bolsonaro tem um histórico de uso de diversos medicamentos, em decorrência de cirurgias e internações desde 2018.
O comunicado informou que o ex-presidente apresentou um quadro de “confusão mental e alucinações”, possivelmente induzido pelo uso de Pregabalina. Esse medicamento, receitado por “outra médica” sem o conhecimento ou consentimento da equipe principal, teria o objetivo de otimizar o tratamento.
Entretanto, a Pregabalina interage com Clorpromazina e Gabapentina – substâncias já utilizadas por Bolsonaro para os soluços – e tem como possíveis efeitos colaterais alterações de estado mental, desorientação e alucinações. Os médicos afirmaram que a administração da Pregabalina foi imediatamente suspensa. Ao chegar à Superintendência, Marina Pasolini limitou-se a declarar que iria apenas avaliar o ex-presidente.

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