Papa Leão Pede Urgente Esforço pela Paz no Líbano
BEIRUTE, 30 de novembro – Em sua primeira viagem internacional como líder da Igreja Católica, o Papa Leão dirigiu-se aos líderes políticos do Líbano neste domingo, implorando-lhes que elevem a paz à sua máxima prioridade. O apelo, feito em um país que continua a ser afetado por ataques aéreos israelenses, marca a segunda fase de sua jornada inaugural ao exterior.
O pontífice, o primeiro papa vindo dos Estados Unidos, aterrissou em Beirute após uma visita de quatro dias à Turquia. Lá, ele já havia alertado sobre o perigo iminente para o futuro da humanidade, citando a proliferação incomum de conflitos sangrentos globais e condenando veementemente a violência em nome da religião.
Diante de uma audiência composta por políticos e líderes religiosos de diversas facções do Líbano, reunidos no palácio presidencial, o Papa Leão iniciou seu discurso ecoando as palavras de Jesus: “Bem-aventurados os pacificadores”.
O Santo Padre enfatizou a necessidade do Líbano de persistir nos esforços de paz, mesmo diante de uma situação regional que classificou como “altamente complexa, conflituosa e incerta”. O discurso contou com a presença de figuras importantes como o Presidente Joseph Aoun e o Primeiro-Ministro Nawaf Salam.
O Presidente Aoun ressaltou a dor e o sofrimento generalizados na nação e na região, destacando que o Líbano é um lugar onde “cristãos e muçulmanos vivem, diferentes mas iguais”.
Horas antes da chegada do Papa Leão, a população se reuniu em grande número ao longo das estradas do aeroporto até o palácio presidencial, exibindo bandeiras libanesas e do Vaticano em um vibrante sinal de boas-vindas.
O Líbano, lar da maior proporção de cristãos no Oriente Médio, tem sido profundamente impactado pelo conflito em Gaza, que viu Israel e o grupo militante xiita libanês Hezbollah entrarem em confronto, resultando em uma devastadora ofensiva israelense.
“Queremos que ele plante a paz nos corações dos políticos para que possamos viver uma vida confortável no Líbano”, expressou Randa Sahyoun, uma libanesa que viajou do Catar para presenciar a visita papal.
O Papa Leão reiterou que a construção da paz exige tenacidade, afirmando que “o compromisso e o amor pela paz não conhecem medo diante da aparente derrota”.
Os líderes libaneses, que também enfrentam o desafio de abrigar um milhão de refugiados sírios e palestinos e de se recuperar de anos de crise econômica, estão apreensivos com a possibilidade de uma escalada dos ataques israelenses nos próximos meses.
Israel justifica seus ataques contínuos, desde o acordo de cessar-fogo do ano passado, como uma medida preventiva para impedir que o Hezbollah restabeleça suas capacidades militares e represente uma nova ameaça às comunidades no norte de Israel.
Na sexta-feira anterior à visita, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, expressou a esperança de que a presença do Papa Leão contribuísse para o fim dos ataques israelenses. É notável que Mohammad Raad, o membro mais sênior do Parlamento do Hezbollah, esteve presente durante o discurso do pontífice.

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