Em uma decisão administrativa com repercussões políticas, a Polícia Federal (PF) emitiu uma ordem determinando o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro (PL) ao seu posto como escrivão na corporação. A comunicação, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, estipula que qualquer ausência injustificada poderá acarretar em “providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
O ato declaratório da PF visa exclusivamente a regularização formal da situação funcional de Eduardo Bolsonaro, que se encontrava afastado de suas funções policiais em virtude de seu mandato parlamentar na Câmara dos Deputados. Filiado ao Partido Liberal (PL), Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, ocupando o cargo de escrivão.
A medida ocorre após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ter declarado a perda de mandato do parlamentar no mês de dezembro. A justificativa para tal deliberação baseou-se no número considerado insuficiente de presenças e na ausência de justificativas plausíveis para as faltas registradas durante o período em que esteve no exercício de seu mandato.
Eduardo Bolsonaro encontra-se nos Estados Unidos desde março do ano anterior, data em que solicitou licença de seu cargo legislativo. A situação de seu retorno ao serviço público na Polícia Federal ganha contornos de destaque em meio ao cenário político brasileiro.

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