O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou publicamente sua satisfação neste sábado (3) em relação à queda do regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Em uma comunicação disseminada através das redes sociais, e redigida na língua espanhola, o líder francês declarou enfaticamente que o povo venezuelano conquistou a liberdade da tirania e, por conseguinte, possui amplos motivos para celebrar este momento histórico.
Na sua mensagem, Macron proferiu que “o povo venezuelano está hoje libertado da ditadura de Nicolás Maduro e não pode senão celebrar”. Estendendo o apoio de seu país, ele acrescentou: “Os venezuelanos podem contar com o apoio da França para erguer a voz de uma transição pacífica, democrática e plenamente respeitosa de sua vontade soberana”. A declaração de Macron, um conhecido aliado do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, ressalta a perspectiva de uma mudança significativa no cenário político venezuelano.
Esta expressiva manifestação ocorre em um momento crucial, após uma intensa ofensiva militar orquestrada pelos Estados Unidos, que culminou na captura de Nicolás Maduro e, consequentemente, pôs fim a um período de quase 27 anos sob governos chavistas. Com a detenção de Maduro, ele deverá enfrentar a justiça americana, que apresenta acusações substanciais relacionadas ao narcotráfico e ao uso indevido de armamentos.
Contudo, a reação oficial de Caracas às declarações francesas foi de forte repúdio. Para o governo venezuelano, as palavras de Macron configuraram uma “intromissão inadmissível em assuntos internos de um Estado soberano”. Na ótica de Caracas, a fala do presidente francês revela um “profundo desconhecimento da realidade política, institucional e social do país”, reafirmando que o atual governo “emana da vontade popular e da ordem institucional”.
