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A capital potiguar, Natal, registrou um cenário de alívio econômico para seus moradores no segundo semestre de 2025, com uma notável queda de 6,25% no custo da cesta básica de alimentos. A análise, que abrange o período entre junho e dezembro do ano passado, revelou uma diminuição significativa, com o valor saindo de R$ 636,95 em junho para R$ 597,15 em dezembro. Essa redução representa um corte de R$ 39,80 nos gastos essenciais das famílias natalenses ao final do ano.

Os dados, divulgados nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), um órgão federal fundamental no acompanhamento da oferta e demanda de produtos agrícolas, posicionam Natal em destaque no cenário nacional. A cidade alcançou a 10ª maior redução percentual entre as capitais brasileiras e, ainda mais relevante para o poder de compra local, apresentou o 5º preço mais acessível para a cesta básica em todo o País. Essa performance reflete uma tendência positiva para o consumidor, contrastando com cenários de pressões inflacionárias.

Dentre os componentes da cesta básica natalense, os itens que mais contribuíram para essa descompressão nos preços foram produtos de grande consumo diário. O tomate, por exemplo, teve uma impressionante queda de -28,91%, seguido pelo arroz, com recuo de -19,24%, e pelo açúcar, que barateou em -9,50%. Outros produtos essenciais que registraram diminuição relevante incluem o café (-8,11%), a banana (-7,92%) e a farinha (-3,88%). Contudo, nem todos os 12 itens monitorados seguiram essa tendência de baixa: o pão apresentou um ligeiro aumento de +1,23% e o óleo teve uma variação positiva mais expressiva, de +8,44%.

Para Ediran Teixeira, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Rio Grande do Norte, a explicação para essa retração nos preços está diretamente ligada a uma maior dinâmica no abastecimento do mercado interno durante o período analisado. “Essa redução tem a ver também com a diminuição das exportações de carne e de outros produtos que o Brasil direcionou para o mercado interno. Houve um aumento na produção de hortaliças, do tomate especificamente, e isso provocou uma queda de preços em todas as capitais”, detalhou Teixeira. O especialista ainda complementou que o resultado observado em Natal era um cenário já antecipado pelas análises do Dieese, indicando uma melhora na oferta que superou a demanda e, consequentemente, aliviou o bolso do consumidor.

Informações com base em reportagem da Tribuna do Norte.

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