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Brasília, 12 de fevereiro de 2026 – A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal defendeu enfaticamente, nesta quarta-feira, a necessidade de acesso irrestrito dos parlamentares ao delicado inquérito que investiga as vultosas fraudes no Banco Master. A instituição financeira, que causou grande impacto no mercado, foi compulsoriamente liquidada pelo Banco Central no ano passado, em um movimento que revelou uma série de graves irregularidades.

Em uma reunião de alta relevância institucional, o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), acompanhado por outros integrantes do colegiado, encontrou-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. No encontro, os senadores reforçaram a prerrogativa constitucional da CAE de fiscalizar o sistema financeiro nacional. Eles argumentaram que o acesso às investigações é crucial para que a comissão possa desempenhar seu papel de forma eficaz, contribuindo diretamente para a rigorosa responsabilização dos envolvidos nas supostas irregularidades.

Após a reunião no STF, o senador Renan Calheiros concedeu entrevista à imprensa, onde reiterou a postura proativa da CAE. Ele defendeu categoricamente a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, então proprietário do Banco Master, para prestar depoimento perante a comissão. A presença de Vorcaro é vista como essencial para lançar luz sobre os detalhes das operações e as responsabilidades na gestão do banco.

“Para que os trabalhos da comissão sejam produtivos e alcancem a transparência que a sociedade espera, eu acho que deveríamos iniciar a fase de depoimentos ouvindo o senhor Vorcaro”, afirmou o senador, sublinhando a importância de se obter informações diretamente dos principais atores envolvidos no escândalo.

Calheiros também indicou que buscará diálogo com outros ministros da Suprema Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na tentativa de garantir o acesso da CAE ao inquérito. A iniciativa demonstra a seriedade com que o Senado aborda a questão, visando assegurar que todos os meios legais sejam explorados para desvendar a verdade por trás do colapso do Banco Master e suas implicações para o sistema financeiro.

Atualmente, o inquérito que apura as complexas fraudes no Banco Master tramita no Supremo Tribunal Federal e é relatado pelo ministro Dias Toffoli. A sua condução na mais alta instância do Judiciário sugere a potencial envolvimento de pessoas com foro privilegiado ou a complexidade e abrangência das investigações que extrapolam as instâncias ordinárias.

O pano de fundo desta demanda senatorial é a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2025. Naquele momento, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvos de ações que visavam investigar um sofisticado esquema de concessão de créditos falsos pelo Banco Master. As investigações abrangem, inclusive, a controversa tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), uma entidade bancária pública ligada ao governo do Distrito Federal, que poderia ter injetado recursos públicos em um banco sob suspeita.

De acordo com as apurações preliminares e em andamento, as fraudes estimadas no âmbito do Banco Master podem atingir a impressionante cifra de R$ 17 bilhões, evidenciando a dimensão do esquema e o potencial impacto devastador para o mercado financeiro e a economia do país. A atuação da CAE busca, assim, garantir a lisura e a integridade do sistema, além de zelar pelos interesses da população brasileira.

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