A persistência do conflito entre Irã e Estados Unidos acende um alerta no Federal Reserve (Fed). Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, expressou preocupação neste domingo, declarando que a duração da guerra representa um risco crescente para a inflação e para a economia americana.
Impacto da Guerra no Irã na Política de Juros
Em entrevista ao programa “Face the Nation” da CBS, Kashkari destacou o impacto direto da guerra, especialmente com o fechamento contínuo do Estreito de Ormuz, crucial para o suprimento global de petróleo e gás. Ele ressaltou que a incerteza gerada pelo conflito limita a capacidade do Fed de antecipar futuros movimentos na política de juros.
Para Kashkari, a situação é tão grave que a possibilidade de um aumento nas taxas de juros não pode ser descartada. “Não me sinto confortável em sinalizar que um corte nas taxas está previsto. Talvez estejamos em cenários piores, talvez tenhamos que ir na direção oposta”, afirmou.
Divergências Internas no Fed
O presidente do Fed de Minneapolis se juntou a um grupo expressivo de dissidentes na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). Embora o Fed tenha mantido as taxas de juros estáveis na faixa de 3,5% a 3,75%, a linguagem da declaração indicava uma expectativa de cortes futuros. No entanto, líderes dos bancos regionais do Fed de Cleveland e Dallas, assim como o diretor Stephen Miran, divergiram dessa orientação.
Esses dissidentes, incluindo Kashkari, defendem a manutenção das taxas estáveis e alertam que os juros podem precisar ser ajustados para cima ou para baixo, dependendo de como a economia reagir aos desdobramentos da guerra.

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