O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, gerou repercussão ao classificar os juízes trabalhistas em grupos de “azuis” e “vermelhos” durante seu discurso de encerramento de um evento em Brasília. A declaração foi amplamente interpretada nas redes sociais como uma referência à polarização política no país, associando a cor vermelha a apoiadores do governo do PT e a cor azul à oposição.
Contexto do Discurso
As falas ocorreram no 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho (Conamat), que abordou temas como sustentabilidade, inteligência artificial e trabalho protegido. Em seu pronunciamento, Mello Filho defendeu a Justiça do Trabalho contra críticas que a consideram um obstáculo ao desenvolvimento socioeconômico, classificando tais visões como “terraplanismo jurídico”. Ele também se posicionou a favor dos sindicatos e criticou a prática da “pejotização”, que, segundo ele, configura fraude trabalhista.
Declaração Controversa
Ao final de seu discurso, o presidente do TST fez a controvérsia declaração: “Não tem juiz azul nem vermelho. Sou do tempo em que todos nós, com os nossos diferentes pensamentos, trabalhamos para o desenvolvimento, fortalecimento e crescimento da Justiça do Trabalho.” Em seguida, complementou, atribuindo “causa” aos juízes “vermelhos”, que, segundo ele, atuam sem interesse pessoal, em defesa da instituição e dos vulneráveis. “Nós temos uma causa (aplausos) e eles que se incomodem com a nossa causa, que nós vamos estar lá lutando o tempo todo na defesa da nossa instituição e das pessoas vulneráveis”, afirmou, sendo aplaudido pela plateia.
Repercussão e Posição do TST
A reportagem buscou contato com a assessoria de imprensa do presidente do TST para obter um posicionamento sobre as declarações, mas aguarda retorno. O congresso debateu temas relevantes como a precarização do trabalho, a informalidade e os impactos das transformações tecnológicas, além da crise climática e suas consequências nas relações laborais.

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