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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, fez um importante esclarecimento sobre o projeto de lei (PL) Antiterrorismo. Rodrigues destacou que a instituição é enfática ao defender que não se deve “confundir” institutos distintos como terrorismo e crime organizado, ressaltando a atribuição exclusiva da PF no enfrentamento do terrorismo.

Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o diretor explicou que a proposta terá o total apoio e as contribuições da Polícia Federal, desde que seja tratada no campo correto da legislação, focando especificamente em terrorismo e sem misturar com a pauta do crime organizado. “O que nós não podemos é confundir uma coisa com a outra, são fins diferentes, são propósitos diferentes”, afirmou Rodrigues. Ele alertou que uma eventual fusão legislativa entre as áreas de crime organizado e terrorismo “só traria prejuízos para a investigação”, comprometendo a eficácia das operações.

Estratégias de Ação e a Importância da PF

Questionado sobre a Megaoperação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, Andrei Rodrigues sublinhou a necessidade de identificar lideranças e realizar ações que realmente produzam resultados, evitando o simples “enxugar gelo”. Segundo ele, para enfrentar o desafio do avanço do crime organizado, é fundamental haver coordenação, articulação e comunicação eficazes entre as forças de segurança.

Rodrigues também enfatizou a relevância da Polícia Federal no cenário nacional. Com um efetivo de aproximadamente 13 mil policiais e 2 mil servidores administrativos, a PF abrange uma vasta gama de atividades – desde a polícia judiciária e investigações complexas até áreas administrativas cruciais como imigração, controle de CACs e emissão de passaportes. Diante de tamanha responsabilidade, o diretor defendeu a ampliação do efetivo e, mais do que isso, a necessidade de investir em tecnologia e novas ferramentas para otimizar a capacidade operacional, elevando a qualidade e a efetividade das operações, com foco na descapitalização de organizações criminosas. A inteligência e a investigação, concluiu, são essenciais e não contradizem ações mais contundentes quando a situação exige.

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