O Governo de São Paulo, através da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), anunciou nesta sexta-feira, 21 de junho, o adiamento do processo de concessão do Novo Centro Administrativo Campos Elíseos. A entrega dos envelopes com as propostas, originalmente agendada para segunda-feira, 24, e o leilão, previsto para 28 de novembro, serão realizados em uma nova data, que será divulgada nos próximos dias.
Motivação do Adiamento
A atualização do cronograma, oficializada por meio de publicação no Diário Oficial, ocorre em resposta a pedidos de empresas interessadas no projeto. Segundo o Governo do Estado, as companhias solicitaram um tempo adicional para finalizar a apresentação de garantias e demais documentações complementares exigidas para a fase de propostas.
“Atendendo a essas manifestações – que são práticas comuns em projetos de grande magnitude – o Governo de São Paulo ajustará o calendário para garantir uma ampla participação, a competitividade e a segurança jurídica do certame”, afirmou o comunicado oficial.
Detalhes do Projeto Milionário
Estimado em R$ 6 bilhões em investimentos, o projeto do Novo Centro Administrativo Campos Elíseos prevê a construção de sete edifícios e dez torres. Essas novas instalações concentrarão o gabinete do governador, bem como secretarias e outros órgãos estaduais, que atualmente estão espalhados por mais de 40 endereços diferentes na capital paulista.
Além da modernização da infraestrutura administrativa, o plano de requalificação do bairro inclui o restauro de 17 imóveis tombados e um aumento de mais de 40% nas áreas verdes do Parque Princesa Isabel.
A concessão será implementada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com um contrato de 30 anos. O critério de julgamento das propostas será o maior desconto oferecido sobre a contraprestação pública mensal máxima, que foi fixada em R$ 76,6 milhões.
Consulta Pública e Empresas Interessadas
A fase de consulta pública para o projeto foi conduzida entre janeiro e março, período em que recebeu 268 contribuições. Dessas, 64% das sugestões foram total ou parcialmente acolhidas pelo governo.
Entre as empresas que participaram da consulta e demonstraram interesse, destacam-se o grupo espanhol Acciona, com expertise em concessões de infraestrutura, a Construcap e a Sete Partners. As empresas informaram que a avaliação da licitação encontra-se em fase interna.

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