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Em um movimento que intensifica a pressão diplomática sobre a Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país tem até a próxima quinta-feira, 27 de novembro de 2025, para aceitar o plano de paz proposto por Washington, visando pôr fim ao conflito em curso. A declaração foi feita durante uma entrevista à Fox News Radio, onde Trump enfatizou que essa data representa “o prazo final”, embora tenha reconhecido ter “estabelecido muitos prazos” em negociações anteriores.

Trump, conhecido por suas táticas de negociação agressivas, admitiu uma flexibilidade condicional em relação ao prazo. “Se as coisas estão funcionando bem, você tende a estendê-los”, afirmou o republicano. No entanto, ele reafirmou que a próxima quinta-feira é vista como um momento decisivo para que Kiev considere seriamente o acordo proposto. O conteúdo específico do plano de paz não foi detalhado na entrevista, mantendo-se a informação sob sigilo, mas fontes indicam que envolve concessões territoriais e garantias de segurança para ambos os lados do conflito.

Durante a entrevista, Trump também abordou a questão das sanções impostas à Rússia, um ponto sensível nas relações internacionais. Ele garantiu que não tem intenção de revogar as sanções, que foram implementadas em resposta às ações de Moscou na Ucrânia e em outras áreas. Essa postura sinaliza uma linha dura contínua em relação ao Kremlin, mesmo com a busca por uma solução pacífica para o conflito ucraniano. “Ele [Putin] sofreu punição. Era para ser uma guerra de um dia que acabou entrando no quarto ano agora”, declarou, referindo-se ao impacto das sanções na economia russa e na percepção global do conflito.

Questionado sobre a possibilidade de a Rússia direcionar sua agressão para os países bálticos, membros da OTAN, Trump respondeu com uma garantia de proteção. “Eles serão impedidos”, disse o presidente, reafirmando o compromisso dos Estados Unidos com a defesa de seus aliados. Além disso, ele expressou a opinião de que o presidente russo, Vladimir Putin, não tem interesse em expandir o conflito. “Ele não está procurando mais guerra”, afirmou Trump, sugerindo que Putin estaria mais focado em consolidar os ganhos existentes e lidar com as consequências das sanções.

Em uma mudança de assunto, Trump comentou sobre sua próxima reunião com o prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani, um encontro que ele descreveu como potencialmente “muito civilizado”. Apesar das diferenças ideológicas e políticas, Trump expressou otimismo em relação à reunião. “Acho que vamos nos dar bem”, disse, indicando uma disposição para trabalhar em conjunto com líderes de diferentes espectros políticos. De acordo com a agenda oficial do presidente, o encontro está programado para o final da tarde desta sexta-feira (21).

Trump também abordou o discurso de vitória de Mamdani, no qual o prefeito eleito teceu críticas ao presidente. Em resposta, Trump admitiu ter “atingido um pouco forte” Mamdani durante a campanha e expressou confusão em relação a uma provocação específica do prefeito eleito para “aumentar o volume”. “Não sei exatamente o que ele quer dizer com ‘aumente o volume’; ele precisa ter cuidado quando diz isso para mim”, declarou Trump, demonstrando sua conhecida sensibilidade a críticas, mesmo após o término da campanha eleitoral.

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