A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) ligou o sinal de alerta nesta quarta-feira (22), manifestando profunda preocupação com a decisão de antecipar a cobrança do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).
Para a entidade, essa medida representa um verdadeiro “golpe” para o ambiente de negócios, gerando insegurança jurídica, fragilizando a competitividade das empresas potiguares frente a outros estados e, consequentemente, enfraquecendo todo o ecossistema empresarial local.
Falta de Diálogo e Impactos Imediatos
A FIERN ressaltou que a decisão foi tomada de forma unilateral, sem qualquer diálogo prévio com a federação, o que agrava ainda mais o cenário. “A antecipação do imposto pressiona imediatamente o fluxo de caixa das empresas. Isso compromete o capital de giro, afeta o planejamento financeiro e pode impactar a continuidade de empregos e investimentos”, afirmou a federação em nota oficial.
No curto prazo, a pressão sobre o caixa das indústrias pode forçar a postergação de pagamentos, a redução de investimentos cruciais e gerar dificuldades na manutenção dos níveis de emprego. É uma jogada que pode custar caro para a economia local.
Consequências a Médio Prazo e Próximos Passos
A médio prazo, os impactos projetados pela FIERN são ainda mais severos: perda de competitividade das indústrias potiguares em relação a empresas de outros estados e um enfraquecimento generalizado do ambiente de negócios no Rio Grande do Norte. A medida, segundo a federação, joga contra o desenvolvimento econômico do estado.
Diante do cenário, a FIERN garantiu que está avaliando, com suporte técnico e jurídico, todas as ações cabíveis para buscar soluções que protejam e preservem o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte. A entidade busca reverter ou mitigar os efeitos dessa antecipação, que ela considera prejudicial.

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