Foto: Reprodução
O Banco Central (BC) autorizou, no mês de julho de 2025, a transferência de controle do Banco Voiter para Augusto Ferreira Lima. Esta decisão regulatória ocorreu antes da deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal (PF), que investiga crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, e tem Augusto Ferreira Lima como um dos indivíduos sob investigação em um esquema de fraude envolvendo o Banco Master.

A movimentação financeira e regulatória do Banco Voiter não foi um evento isolado. Anteriormente, cerca de um ano antes dessa transação específica com Lima, o próprio Banco Central já havia concedido aprovação para outra operação envolvendo o mesmo banco. Naquela ocasião, a permissão foi para que Daniel Vorcaro assumisse o controle do antigo Banco Indusval, em uma transação que também passou pelo crivo do regulador financeiro.

Após a concretização da aquisição por Augusto Ferreira Lima, o Banco Voiter passou por uma mudança em sua denominação social, sendo rebatizado como Banco Pleno S.A. A nova instituição financeira tem como foco de atuação o segmento empresarial, indicando uma estratégia de negócios voltada para clientes corporativos.

É relevante notar que tanto Augusto Ferreira Lima quanto Daniel Vorcaro compartilhavam laços de sociedade no Banco Master até maio de 2024. Ambos foram detidos em novembro do mesmo ano, como parte das ações da Operação Compliance Zero. Contudo, a prisão preventiva de ambos os empresários foi revogada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) menos de duas semanas após suas detenções, permitindo que respondam em liberdade.

Os envolvidos na Operação Compliance Zero, incluindo Lima e Vorcaro, estão com depoimentos agendados para prestarem esclarecimentos à Polícia Federal ainda durante o corrente mês de janeiro. A urgência e a agilidade no processo de oitivas foram impulsionadas por uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a redução do prazo para a realização desses depoimentos para apenas dois dias.

A equipe de jornalismo da CNN Money buscou contato com o Banco Central para obter um posicionamento oficial a respeito do caso e das aprovações concedidas antes da operação policial. Até o momento da publicação desta matéria, aguarda-se um retorno do órgão regulador.

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