Foto: Reprodução

Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Futura, em parceria com a Apex, revelou um dado relevante sobre a percepção da população em relação ao Poder Judiciário. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (11), aponta que 57% dos brasileiros se declaram favoráveis à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Crescimento do apoio popular e cenário político

O índice de aprovação da medida demonstra uma tendência de alta se comparado ao mês anterior. No levantamento realizado em abril, o apoio ao impeachment de ministros somava 55,4%. Em contrapartida, a parcela da população que se posiciona de forma contrária à destituição caiu de 32,1% para 27,2%. Já o contingente de entrevistados que se declararam indecisos ou preferiram não responder subiu de 12,5% para 15,9%.

Este cenário de insatisfação ocorre em um momento de intenso debate jurídico e político no país, marcado por recorrentes pedidos de afastamento protocolados no Senado Federal — a quem cabe constitucionalmente a prerrogativa de julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. O ministro Alexandre de Moraes, figura central nos inquéritos mais polêmicos conduzidos pela Corte, permanece como o magistrado que concentra o maior volume de solicitações de impeachment, acumulando 45 pedidos formais.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Futura/Apex foi realizada entre os dias 4 e 8 de maio, utilizando a metodologia de entrevistas telefônicas. O estudo ouviu 2.000 eleitores em todo o território nacional. Com um grau de confiança de 95%, a margem de erro estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi custeado com recursos próprios do instituto e está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo de identificação BR-03678/2026.

A discussão sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal tem sido um dos temas dominantes na agenda pública brasileira, frequentemente repercutindo em pautas do Congresso Nacional, como novas propostas de emenda à Constituição (PECs) voltadas a limitar poderes ou alterar a dinâmica de decisões monocráticas dentro da Corte.

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