Foto: Reprodução

O deputado Mário Frias (PL-SP) e a produtora Goup Entertainment negaram veementemente que o banqueiro Daniel Vorcaro tenha realizado qualquer contribuição financeira para a produção do filme “Dark Horse”, que aborda a carreira política de Jair Bolsonaro. As declarações contradizem diretamente as informações divulgadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Disputa sobre patrocínio de filme

Em nota oficial, o deputado Mário Frias, que atua como produtor executivo do longa, afirmou que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”. Ele ressaltou que, caso houvesse, seria uma relação estritamente privada e sem envolvimento de dinheiro público, além de destacar que, na época do contato, não havia suspeitas sobre o banqueiro.

A Goup Entertainment reforçou a posição, declarando categoricamente que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os mais de uma dezena de investidores do filme.

Senador Flávio Bolsonaro confirma pedido de verba

Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro admitiu ter solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o senador, o pedido ocorreu no final do ano passado devido a um “atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”. Em sua defesa, Flávio Bolsonaro assegurou que não ofereceu vantagens em troca e que o contato com Vorcaro ocorreu após o fim do governo Bolsonaro, quando, segundo ele, não havia suspeitas públicas sobre o banqueiro.

Controvérsias e investigações

As notas divulgadas nesta quarta-feira (13) também trouxeram à tona a contradição sobre o conhecimento das investigações da Polícia Federal envolvendo o banqueiro na época do pedido de recursos. Áudios revelados pelo site The Intercept Brasil indicam que o próprio senador Flávio Bolsonaro mencionou as dificuldades enfrentadas por Vorcaro em uma mensagem enviada ao banqueiro no final de 2025.

Notas na íntegra:

Nota do Senador Flávio Bolsonaro

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.”

Nota do Deputado Mário Frias

“Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:

  1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte – o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.
  2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.
  3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional – com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.
  4. Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cine.

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