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Um estudo recente do Bradesco BBI aponta que diversas ações brasileiras têm potencial para superar o rendimento dos títulos do Tesouro Nacional (NTN-Bs) em um horizonte de dez anos, mesmo diante das altas taxas de juros atuais. A análise considerou projeções de preço justo e fluxo de caixa descontado para 131 ações da Bovespa.

Investimento em Ações: Uma Alternativa Atrativa

Apesar de os juros reais dos títulos públicos brasileiros estarem entre os maiores globalmente, atraindo investimentos e gerando resgates expressivos em fundos de ações, o estudo sugere que a diversificação em renda variável pode ser vantajosa a longo prazo. Cerca de 45% das ações analisadas, distribuídas em 16 setores, apresentaram potencial para superar o ganho das NTN-Bs, que oferecem cerca de 7% ao ano acima da inflação.

Setores como Agronegócio e Educação se destacam nas projeções. O relatório também indica que este número de ações com potencial superior pode aumentar à medida que os juros reais tendam a cair no Brasil nos próximos anos.

Ajuste pelo Risco e Divisão de Empresas

Considerando a volatilidade histórica, 31 ações ainda se mostram capazes de superar a renda fixa. Nestes casos, os setores de Educação e Agronegócio apresentam retornos reais anuais projetados de 7,7% e 7,5%, respectivamente. Os analistas ressaltam que as taxas atuais das NTN-Bs são próximas de máximas históricas e não devem se manter a longo prazo.

As ações foram divididas em duas categorias: “Empresas de Grande Capitalização (Large Caps) Melhores que Títulos”, com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão, e “Empresas de Menor Capitalização (Small Caps) Melhores que Títulos”, com valor inferior a US$ 1 bilhão. As Large Caps demonstraram desempenho superior neste ano, superando as Small Caps em cerca de 30 pontos percentuais.

Perspectivas Positivas com Queda de Juros

A expectativa é que a situação melhore significativamente com a redução da taxa Selic a partir de janeiro e a discussão de reformas fiscais, o que tende a derrubar os rendimentos das NTN-Bs. O BBI considera o Brasil uma oportunidade de investimento (“Top Pick”) na América Latina devido à antecipação dos cortes de juros e ao cenário eleitoral.

O banco destaca o papel triplo das taxas de juros para as ações: definem uma taxa mínima de retorno, impactam o custo de capital e influenciam as avaliações. Investidores estrangeiros demonstraram interesse em ações brasileiras em 2025, e a expectativa é de retorno de investidores locais com o início do afrouxamento monetário.

Com uma projeção de juros reais de 5%, o Ibovespa teria um potencial de alta de 20%. O BBI adicionou ao seu portfólio ações sensíveis às taxas de juros, como Localiza, Assaí e Allos, além de BTG Pactual e Sabesp.

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