O presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN), Nereu Linhares, compareceu a uma reunião da Comissão de Administração da Assembleia Legislativa. O objetivo foi esclarecer a situação do déficit previdenciário do estado, tema levantado por Linhares em uma entrevista anterior onde ele descreveu a situação como “crítica”.
Déficit Histórico e Questionamentos
Durante a reunião, Nereu Linhares afirmou que “A situação do IPERN é dramática e não é de agora; surgiu com a criação do Instituto, em 1962”. Ele foi questionado pelos deputados Luiz Eduardo (SDD), presidente da Comissão, Gustavo Carvalho (PL), Taveira Júnior (União) e Francisco do PT.
Linhares enfatizou que “Não houve saque na Previdência. No Governo Fátima, servidor do IPERN não ficou à míngua”, alertando para a necessidade de cautela ao receber “informações deturpadas”.
Apesar de se dizer “encantado” com a explanação, o deputado Gustavo Carvalho afirmou que fará questionamentos judiciais ao órgão. “Temos que botar os pontos nos is”, declarou.
Pedidos de Informação e Busca por Soluções
Ao final do encontro, a Comissão aprovou um pedido de informações detalhadas ao IPERN, incluindo o saldo na conta da Previdência e a movimentação financeira dos últimos 12 meses. O presidente da Comissão, Luiz Eduardo, explicou que a solicitação visa “entender o fluxo de caixa”.
Luiz Eduardo ressaltou a importância de manter o trabalho para “contribuir para tirar a Previdência dessa situação caótica”. Ele apontou para “decisões equivocadas desde 2002” e sugeriu que a solução envolve a participação de todos os Poderes, não apenas do Executivo.
“Eu sou deputado de oposição, mas aqui a gente não procurou colocar culpa em A, B ou C. A gente tem que procurar solução para que os inativos, que trabalharam tanto, que deram sua contribuição, possam, ao final de sua vida, ter a tranquilidade de receber sua aposentadoria”, concluiu o presidente da Comissão.
Nereu Linhares reiterou que o déficit é “histórico, que não foi feito da noite para o dia, um déficit que tem pelo menos a idade do Instituto, uns 60 anos”. Ele finalizou afirmando que “Quem pode solucionar são os chefes de Poderes, não são os servidores, não são os técnicos, a gente só apresenta as proposições”.

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