Foto: Reprodução

Um homem de 38 anos, investigado por estelionato contra idoso, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, foi preso nesta quinta-feira (19) na cidade de Braga, no norte de Portugal. Apresentando-se como empresário em Natal, no Rio Grande do Norte, ele é suspeito de aplicar o chamado “estelionato amoroso” contra a ex-esposa e a ex-sogra.

Detalhes da Operação e da Investigação

A prisão foi resultado de uma operação conjunta da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da INTERPOL, da Polícia Federal e da Polícia Judiciária Portuguesa. Contra o investigado, havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça brasileira.

As investigações apontam que os crimes ocorreram ao longo de aproximadamente 16 anos. Após conquistar a confiança das vítimas, o homem teria obtido controle sobre aplicativos bancários e cartões, realizando movimentações financeiras e contraindo dívidas sem autorização.

A fraude foi descoberta quando um oficial de justiça compareceu à residência das vítimas para apreender um veículo financiado irregularmente em nome da ex-sogra. Pouco antes da descoberta, o investigado ainda teria feito novas dívidas em nome da ex-esposa, elevando o prejuízo total para mais de R$ 160 mil.

Ocultação de Valores e Extradição

As apurações também indicaram indícios de ocultação de valores. Parte do dinheiro obtido de forma ilícita teria sido movimentada através da conta bancária da própria mãe do investigado, uma idosa.

Após a prática dos crimes, o homem deixou o Brasil na tentativa de evitar a aplicação da lei. Diante da fuga, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva e a inclusão do nome do suspeito na Difusão Vermelha da INTERPOL, mecanismo utilizado para localizar foragidos internacionais.

O investigado foi apresentado ao Tribunal da Relação de Guimarães pelo Ministério Público de Portugal. Ele permanece detido, aguardando os trâmites do processo de extradição para responder aos crimes na Justiça do Rio Grande do Norte.

A Polícia Civil reforça a importância de denúncias, que podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

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