Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico do Corinthians. A diretoria alvinegra chegou a um acordo com o treinador após a saída de Dorival Júnior, efetivando a contratação na noite da última segunda-feira. O vínculo de Diniz com o Timão é válido até dezembro de 2026.
A agilidade na contratação foi possível devido ao fato de Diniz estar livre no mercado. A pressa da diretoria corintiana para definir o novo comandante favoreceu um desfecho rápido com o ex-treinador do Vasco.
Os Últimos Trabalhos de Fernando Diniz
Nos últimos cinco anos, Fernando Diniz comandou três clubes no futebol nacional: Vasco, Cruzeiro e Fluminense. Ele também teve uma breve passagem como técnico interino da Seleção Brasileira. A seguir, um panorama de seus trabalhos mais recentes.
Vasco da Gama
O trabalho mais recente de Diniz foi no Vasco da Gama. Anunciado em maio de 2025, o treinador permaneceu menos de um ano, sendo demitido em fevereiro de 2026. Durante sua passagem, foram 55 jogos, com 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, totalizando um aproveitamento de 44,4%.
Em 2025, a equipe carioca apresentou oscilação, terminando o Campeonato Brasileiro na 14ª colocação, com 45 pontos. Na Copa do Brasil, Diniz levou o time à final, mas ficou com o vice-campeonato ao perder para o Corinthians de Dorival.
Em 2026, mesmo com reforços, o Vasco caiu na semifinal do Campeonato Carioca e começou o Brasileirão com resultados insatisfatórios. A pressão da torcida aumentou, culminando na demissão de Diniz após a derrota de 1 a 0 para o Fluminense na semifinal do Estadual.
Um destaque de sua passagem foi o desenvolvimento do atacante Rayan, joia da base cruzmaltina. Rayan se consolidou sob o comando de Diniz e se tornou a maior venda da história do clube, negociado com o Bournemouth, da Inglaterra, por 35 milhões de euros (R$ 219 milhões).
Cruzeiro
Antes do Vasco, Fernando Diniz teve uma curta passagem pelo Cruzeiro. Ele foi anunciado em setembro de 2024 e demitido em janeiro de 2025. Em 18 jogos, obteve quatro vitórias, sete empates e sete derrotas, com aproveitamento de 35,1%.
As vitórias do treinador com a Raposa foram contra Lanús-ARG (Copa Sul-Americana de 2024, 1 a 0), Criciúma (Brasileirão de 2024, 2 a 1), Juventude (Brasileirão de 2024, 1 a 0) e Tombense (Campeonato Mineiro de 2025, 1 a 0).
O vice-campeonato da Sul-Americana no final de 2024 também pesou contra Diniz. Embora mantido para 2025, ele foi alvo de protestos da torcida e demitido após o empate de 1 a 1 com o Betim.
Seleção Brasileira
Fernando Diniz também acumulou uma breve experiência no comando da Seleção Brasileira. Em julho de 2023, sob a gestão de Ednaldo Rodrigues, a CBF anunciou-o como técnico interino por um ano, conciliando a função com seu cargo no Fluminense.
O treinador dirigiu a Seleção em apenas seis jogos, com duas vitórias, um empate e três derrotas consecutivas, resultando em um aproveitamento de 38,8%. Em janeiro de 2024, a CBF comunicou sua demissão após o revés para a Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.
Fluminense (Segunda Passagem)
A segunda passagem de Diniz pelo Fluminense foi a mais longa por um clube, e talvez a mais bem-sucedida de sua carreira. Contratado em abril de 2022, ele completou dois anos no cargo, sendo demitido em junho de 2024.
Em 2022, teve sucesso relativo: levou o Fluminense à terceira colocação no Campeonato Brasileiro, com 70 pontos. Na Copa do Brasil, o time chegou às semifinais, sendo eliminado pelo Corinthians. Na Sul-Americana, caiu na fase de grupos.
O ano de 2023 marcou o auge de Diniz, com a conquista do Campeonato Carioca e da inédita Copa Libertadores. Na Libertadores, o Tricolor das Laranjeiras liderou seu grupo e superou Argentinos Juniors-ARG, Bolívar-BOL e Internacional antes de vencer o Boca Juniors na final. Na Série A, finalizou na sétima posição.
A equipe carioca ainda alcançou a final do Mundial de Clubes, perdendo para o Manchester City por 4 a 0. Em 2024, o trabalho começou a oscilar. Apesar do título da Recopa Sul-Americana contra a LDU-EQU, o Fluminense teve um péssimo início de Campeonato Brasileiro, com apenas uma vitória nos primeiros 11 jogos, o pior na história dos pontos corridos, chegando a ocupar a lanterna. A contestação da torcida levou à interrupção do trabalho.
No total, Diniz comandou o Fluminense em 149 jogos nessa segunda passagem, com 77 vitórias, 31 empates e 41 derrotas, somando 58,6% de aproveitamento. Ele foi eleito o melhor técnico da América do Sul pelo jornal uruguaio El País, que o coroou “Rei da América”, superando nomes como Abel Ferreira e Lionel Scaloni.

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