Foto: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deu um passo significativo na investigação sobre a comercialização irregular de camarotes no Estádio do MorumBis, do São Paulo Futebol Clube. Após receber uma denúncia da Frente Democrática em Defesa do São Paulo, o órgão solicitou a abertura de um inquérito policial, entendendo que os fatos podem configurar crimes.

Detalhes da Investigação

As suspeitas recaem sobre exploração clandestina de camarotes, obtenção de vantagens econômicas indevidas e possíveis tentativas de coação em processo judicial. Inicialmente, o MP-SP focará na apuração de exploração irregular e coação no curso de processos.

Em resposta às alegações, o São Paulo FC já havia iniciado duas sindicâncias internas, além de ter o caso encaminhado para a Comissão de Ética do Conselho Deliberativo. O presidente Júlio Casares assegurou que o clube agirá com rigor, independentemente de quem seja apontado por conduta inadequada, sem privilégios.

Entenda o Caso

O foco da investigação inclui o camarote 3A, conhecido como “Sala Presidencial”, que não deveria ser comercializado. Relatos indicam que diretores licenciados do clube, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, estariam envolvidos na venda não autorizada e “clandestina” de ingressos deste espaço. Um áudio obtido pela imprensa sugere que uma empresa de entretenimento atuava como intermediária na negociação.

A situação ganhou contornos mais complexos quando um processo judicial foi movido por uma intermediária contra uma empresa de eventos, alegando a apropriação de ingressos de um show. Segundo o relato, a venda desses ingressos era feita de forma irregular. Diante da exposição do caso, houve uma suposta pressão para que o processo fosse retirado, visando evitar o conhecimento público da operação ilícita.

Tanto Mara Casares quanto Douglas Schwartzmann negam irregularidades. Mara alega que os áudios estão fora de contexto e que não obteve ganho pessoal. Schwartzmann afirma ter agido apenas pontualmente para evitar que um problema particular prejudicasse o clube. O superintendente Marcio Carlomagno, também citado em áudio, nega ter tido seu nome usado indevidamente.

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