O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou sua agenda oficial no Sudeste Asiático com um encontro crucial na Indonésia, onde defendeu o fortalecimento da parceria estratégica bilateral. Ao lado do presidente indonésio, Prabowo Subianto, no Palácio Merdeka, em Jacarta, Lula enfatizou a crescente relevância da Ásia na política externa brasileira e destacou a importância da cooperação iniciada em 2008 entre os dois países como “cada vez mais relevante”.
Ampliação da Cooperação Econômica e Comercial
Durante a visita, Brasil e Indonésia selaram memorandos de cooperação que abrangem diversas áreas, incluindo estatística, agricultura, energia, ciência, tecnologia e comércio. Lula ressaltou o expressivo crescimento do intercâmbio comercial, que saltou de US$ 2 bilhões para US$ 6,5 bilhões nas últimas duas décadas, e apontou para um potencial ainda maior de expansão. O foco está em setores de alto valor agregado e defesa. Além disso, o presidente brasileiro anunciou a expectativa de concluir as negociações para um Acordo de Comércio Preferencial entre o Mercosul e a Indonésia até dezembro deste ano.
Agenda Ambiental e Governança Global
Na pauta ambiental, ambos os líderes demonstraram sintonia na proteção de florestas tropicais e no combate às mudanças climáticas, com destaque para a transição energética justa. A Indonésia reiterou seu apoio à COP30, que acontecerá em Belém, e ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre. Lula também aproveitou a oportunidade para defender uma ordem global mais equitativa, criticando a ineficácia do Conselho de Segurança da ONU e clamando por sua reforma. O presidente reiterou a condenação ao conflito na Faixa de Gaza e a necessidade de reconhecimento de dois Estados como solução duradoura.
Esta visita se insere na estratégia de Lula para expandir a cooperação política, econômica e ambiental com o Sudeste Asiático. Após sua passagem por Jacarta, o presidente seguirá para a Malásia, onde participará da Cúpula da ASEAN, reforçando o compromisso do Brasil em fortalecer sua presença na região e ampliar o diálogo com parceiros-chave do Sul Global.

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