Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde reforça a importância do uso do Fomepizol no tratamento de intoxicações por metanol no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma nova nota técnica detalha as orientações clínicas e o acesso ao medicamento.

O Fomepizol age como um antídoto intravenoso, impedindo a formação de substâncias tóxicas e minimizando complicações graves causadas pela intoxicação por metanol. Essa condição, frequentemente ligada ao consumo de bebidas adulteradas, pode levar a problemas neurológicos, visuais e até a morte.

Os sintomas iniciais incluem vômitos, cólicas, dores abdominais e confusão mental.

O tratamento com Fomepizol deve ser acompanhado de suporte clínico e, em casos graves, hemodiálise. A distribuição do antídoto prioriza hospitais com UTIs, Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) e UPAs 24h.

Estoque Ampliado

O Brasil recebeu uma doação de 36 ampolas de Fomepizol de Portugal, elevando o estoque do SUS para 1.036 frascos. A aquisição de 2,5 mil unidades foi realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a OPAS.

Até o momento, foram registradas 213 notificações de intoxicação por metanol no Brasil, com 32 casos confirmados e 181 em investigação. Óbitos foram confirmados em São Paulo, e outros seguem sob investigação em diversos estados.

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