Na manhã desta segunda-feira, 9 de março de 2026, uma importante artéria rodoviária do litoral do Rio Grande do Norte foi palco de um protesto veemente. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram um bloqueio total da BR-101 no município de Touros, utilizando a queima de pneus e outros objetos para interditar a pista. A manifestação provocou transtornos significativos e paralisia no tráfego, impactando centenas de motoristas que trafegavam pela região costeira.
A tática de interrupção, que se iniciou nas primeiras horas do dia, rapidamente causou um cenário de caos. De acordo com relatos de condutores que foram surpreendidos pela ação, os manifestantes atearam fogo a pilhas de pneus, gerando uma densa fumaça preta que podia ser vista a distância e bloqueando completamente a visibilidade e o acesso. A combinação da fumaça e dos obstáculos físicos resultou na interdição total da via nos dois sentidos, efetivamente paralisando o fluxo de veículos e impedindo qualquer passagem.
Motoristas que seguiam viagem, incluindo residentes locais, trabalhadores e turistas que se dirigiam às paradisíacas praias da região ou para outros estados, como o Ceará, foram forçados a uma parada abrupta e inesperada. Muitos expressaram frustração e desamparo, impossibilitados de continuar seus trajetos. Rapidamente, longas filas de veículos, estendendo-se por quilômetros em ambas as direções, formaram-se ao longo da rodovia, transformando a manhã em um cenário de espera e incerteza, com impactos na pontualidade de compromissos e na entrega de mercadorias.
Até o momento, não houve qualquer comunicado oficial por parte dos organizadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra acerca das reivindicações específicas que motivaram o protesto em Touros. Essa ausência de uma pauta clara e formal dificultou a compreensão pública dos objetivos da manifestação e, consequentemente, as possíveis negociações para a liberação da rodovia. Com isso, não havia previsão concreta para que o tráfego fosse restabelecido, mantendo a BR-101, um dos principais acessos da região litorânea potiguar, completamente bloqueada.
Diante da gravidade da situação e do impacto gerado na mobilidade da região, autoridades de segurança pública foram prontamente acionadas. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) deslocaram-se para o local. Seu objetivo principal era monitorar a situação, garantir a segurança tanto dos manifestantes quanto dos motoristas retidos, e iniciar um processo de diálogo que pudesse levar à desobstrução da rodovia e ao restabelecimento do fluxo normal de veículos, minimizando os prejuízos e transtornos causados.

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