A Polícia Civil do Rio Grande do Norte assinalou um marco significativo em sua incessante luta contra o crime organizado com a deflagração da Operação Blacklist nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025. A ação de grande envergadura culminou na prisão de doze indivíduos suspeitos de integrar uma perigosa rede criminosa que aterrorizava a região Oeste do estado, com atuação notória em tráfico de drogas e homicídios. A operação mobilizou um robusto contingente policial para cumprir dez mandados de prisão preventiva, além de realizar duas prisões em flagrante e quatro mandados de busca e apreensão, concentrando esforços nas cidades de Olho d’Água do Borges, Umarizal e Mossoró.
O foco principal da Operação Blacklist foi desmantelar uma estrutura criminosa com tentáculos em diversos delitos graves. Os alvos incluíam indivíduos com forte ligação a casos de homicídios, muitos deles relacionados a disputas por territórios de tráfico, bem como envolvimento direto com a organização criminosa, distribuição e venda de entorpecentes, e a posse ilegal de armas de fogo de alto calibre. As diligências resultaram na apreensão de uma pistola calibre 9mm, uma arma comumente associada ao poder de fogo de facções criminosas, além de diversas porções de substâncias ilícitas, como crack e cocaína, que evidenciam a magnitude do esquema de tráfico. Aparelhos celulares também foram recolhidos e passarão por perícia detalhada, etapa crucial para a coleta de provas digitais que podem desvendar novas conexões e modus operandi do grupo.
A escolha do nome “Blacklist” para a operação não foi aleatória, mas sim uma referência direta à meticulosa inteligência policial que precedeu a ação. O termo denota uma ‘lista negra’ de criminosos que haviam sido classificados como alvos de alta prioridade nas investigações da Polícia Civil. Estes indivíduos eram monitorados devido ao seu envolvimento recorrente e proeminente em delitos de extrema gravidade na região Oeste, indicando não apenas a participação em crimes isolados, mas a liderança ou forte influência dentro da hierarquia do grupo criminoso.
A complexidade da Operação Blacklist demandou uma articulação estratégica e o apoio irrestrito de diversas unidades da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Contou com a participação fundamental de equipes de Patu, Caraúbas e Mossoró, municípios-chave na região, além da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (DIVIPOE) e do 2º Núcleo de Investigação Qualificada (2º NIQ), que trouxeram expertise e recursos essenciais para o êxito da missão. A Polícia Civil reitera que esta operação é mais um passo decisivo no esforço contínuo e incessante para combater o crime organizado, desestruturar facções e quadrilhas, e, consequentemente, reforçar significativamente a segurança pública e a sensação de tranquilidade para os cidadãos da vasta região Oeste potiguar.

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