Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), uma ofensiva estratégica para desarticular uma organização criminosa suspeita de causar um prejuízo de aproximadamente R$ 15 milhões ao banco Santander. A ação é um desdobramento da 2ª fase da denominada Operação Infidelitas, que visa investigar fraudes eletrônicas de alta complexidade.

Detalhes do esquema fraudulento

De acordo com as investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o esquema contava com a participação direta de funcionários da própria instituição bancária. Utilizando credenciais corporativas com privilégios de acesso aos sistemas internos, os investigados conseguiam invadir contas de clientes e realizar transferências indevidas. O montante era drenado por meio de transações via TED (Transferência Eletrônica Disponível), operações instantâneas via Pix e emissão de boletos fraudulentos.

Desdobramentos e prisões

Até o momento, o balanço parcial da operação aponta a prisão de três indivíduos. Entre os detidos, destaca-se a presença de um advogado e de um ex-gerente da instituição, o que reforça a tese policial de que o grupo contava com suporte técnico e jurídico qualificado para operacionalizar o desvio de capitais. As autoridades buscam agora identificar o destino final do dinheiro, que pode ter sido lavado através de contas de terceiros.

Logística da operação

A operação está sendo coordenada pela 4ª Delegacia da DCCiber (Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio e Lavagem de Dinheiro). A complexidade do caso exigiu a mobilização de 55 policiais civis, que cumprem 27 mandados judiciais simultâneos — cinco de prisão e 22 de busca e apreensão.

Os alvos da operação estão distribuídos em diversas localidades, abrangendo a capital paulista, além das cidades de Carapicuíba, Franco da Rocha, Mogi das Cruzes e Piracicaba. Em uma demonstração da amplitude da rede criminosa, a operação também se estende para o estado de Goiás, onde cinco mandados estão sendo executados. As investigações, iniciadas em novembro do ano passado, continuam em curso para identificar outros possíveis coautores e recuperar os valores desviados.

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