Foto: Reprodução

O clássico entre Corinthians e São Paulo, conhecido historicamente como “Majestoso”, foi palco de um momento de alta tensão que levantou novos questionamentos sobre os critérios de arbitragem no futebol brasileiro. O árbitro Anderson Daronco protagonizou uma decisão controversa ao optar por não expulsar o volante Damián Bobadilla, do São Paulo, após uma revisão no VAR por um suposto gesto obsceno.

O incidente ocorreu logo após o gol de empate do Tricolor Paulista, anotado pelo atacante Luciano. No lance que originou o tento, Bobadilla desarmou o volante Raniele, do Corinthians, e realizou a assistência decisiva. No entanto, logo após a comemoração, o jogador são-paulino gesticulou com as mãos próximas à região da genitália. O ato foi prontamente contestado pelos atletas corintianos, que cercaram a arbitragem exigindo punição disciplinar.

Diante da pressão, a equipe do VAR acionou Anderson Daronco para que o lance fosse revisto no monitor à beira do gramado. Após analisar detidamente as imagens de diferentes ângulos, Daronco manteve a sua decisão de campo e não aplicou qualquer cartão ao volante. Em áudios que circulam na transmissão oficial, o árbitro justificou a sua escolha técnica: “Ele não encosta sua mão na genitália. Situação de raça, sem cartão”, sentenciou o mediador, encerrando a discussão naquele momento.

Debate sobre critérios e uniformidade nas decisões

A permanência de Bobadilla no gramado reacendeu um debate intenso entre torcedores e analistas de arbitragem sobre a falta de padronização nas regras disciplinares. O ponto central da polêmica reside na comparação com outros episódios recentes do Campeonato Brasileiro, onde jogadores, incluindo atletas do próprio Corinthians, foram expulsos de campo após realizarem gestos semelhantes, interpretados pelos árbitros da época como conduta antidesportiva ou atos obscenos.

A disparidade entre as decisões — onde um gesto similar resulta em cartão vermelho para uns e é considerado “situação de raça” para outros — coloca sob escrutínio o trabalho da comissão de arbitragem e a interpretação das normas vigentes pela CBF. O caso deve seguir gerando repercussão nos bastidores e nos programas esportivos durante toda a semana, evidenciando a dificuldade em estabelecer critérios claros para o que constitui um gesto passível de expulsão no futebol profissional.

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