Foto: João Valério/Governo do Estado de SP

A Polícia Civil de São Paulo desmantelou um laboratório clandestino utilizado para adulterar bebidas alcoólicas em São José dos Campos, interior de São Paulo. As investigações revelaram que o suspeito comprava garrafas de uísque de alto valor, de até R$ 4 mil, adulterava-as e revendia por preço similar para não levantar suspeitas.

Segundo a delegada Leslie Caran Petrus, o esquema funcionava da seguinte forma: “O indivíduo adquiria garrafas de bebidas de renome, que custam de R$ 3 a 4 mil, por cerca de 10% do valor original. Recebia também lacres e tampinhas falsas. Ele utilizava bombonas de uísque e outras bebidas falsas para, de forma manual, encher as garrafas, lacrar e revender”.

O suspeito foi preso durante uma operação contra uma rede criminosa envolvida na produção e venda de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A operação resultou em seis prisões e o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do estado, incluindo São Paulo, Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos, Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara.

O objetivo da ação é apreender produtos, maquinários e materiais utilizados na produção das bebidas falsificadas, além de celulares, documentos e outros objetos que possam auxiliar na identificação dos envolvidos e na comprovação dos crimes.

O Ministério da Saúde informou que o Brasil registra 32 casos confirmados de intoxicação por metanol, com 181 ocorrências em investigação e 320 suspeitas descartadas. Foram confirmadas cinco mortes pelo consumo da substância, todas no estado de São Paulo.

São Paulo é o estado com o maior número de ocorrências confirmadas de intoxicação por metanol, com 23 notificações e 100 casos em investigação.

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