O Governo do Estado do Rio Grande do Norte assinou nesta terça-feira (24) um atestado de profunda crise financeira e administrativa, ao confirmar o atraso na quitação do décimo terceiro salário de seus servidores. A medida, que deixará muitos funcionários públicos sem o tradicional “presente de Natal” e impactará diretamente as celebrações de fim de ano, reforça a narrativa de incompetência gerencial e levanta questionamentos sobre a gestão atual. A informação oficial, divulgada em nota à imprensa, gerou grande insatisfação entre os ativos, aposentados e pensionistas do funcionalismo público.
A nota governamental detalha que o pagamento do 13º salário, que deveria ter sido realizado integralmente em 2025, foi adiado para o dia 9 de janeiro de 2026. Esta decisão, amparada por uma “programação responsável”, segundo o próprio Executivo, ignora determinações judiciais que haviam estabelecido o pagamento ainda neste ano. A medida impacta todos os servidores da Administração Direta, sem distinção, e é vista por muitos como um desrespeito e um descumprimento de direitos trabalhistas básicos.
O cenário de atraso salarial, que se tornou uma realidade palpável para os servidores, lança uma sombra sobre as ambições políticas do vice-governador Walter Alves. Fontes próximas indicam que essa “bomba” financeira e a complexidade da gestão de um estado em crise explicam a relutância do político em assumir o comando do Governo do Estado, um cargo que tradicionalmente representa um objetivo de carreira para muitos políticos. A perspectiva de herdar uma administração com um rombo financeiro considerável e um clima de descontentamento generalizado torna a posição ingovernável e uma “bronca” de grandes proporções para quem a assumir.
A persistência do atraso de salários, mesmo diante de decisões judiciais em contrário e de promessas de pagamento, expõe a fragilidade das finanças estaduais e a dificuldade em implementar uma gestão pública eficiente e transparente. A incerteza e a frustração pairam sobre os servidores, que agora se veem em meio a um discurso de dificuldades financeiras que se traduzem em sacrifícios pessoais durante um período festivo.

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