São Paulo na Pista Rápida da Eletromobilidade
O estado de São Paulo tem demonstrado uma verdadeira arrancada no setor de veículos elétricos. Dados recentes do Detran-SP revelam que a frota de veículos 0 km com capacidade de carregamento elétrico disparou de 4.307 unidades em 2019 para impressionantes 59.354 até setembro deste ano. Esse salto representa um aumento superior a 1.000% em poucos anos, consolidando a ascensão da eletromobilidade no território paulista.
A participação desses modelos no total de registros de veículos novos também reflete essa tendência. Se em 2019 os elétricos representavam apenas 0,44% das vendas, em 2025 essa fatia já alcançou 7,42%. As projeções indicam que até o final do ano, as vendas podem atingir 77.220 unidades, um crescimento de 31,5% em relação ao ano anterior, superando as 58.709 comercializadas em 2024.
Elétricos Puros Disparam no Cenário Paulista
Mais do que o crescimento geral, a categoria de veículos puramente elétricos (BEV) merece destaque. Em 2019, foram registrados apenas 429 carros totalmente elétricos 0 km. No entanto, até setembro deste ano, esse número saltou para 16.643 unidades, um avanço notável de mais de 3.780% em seis anos.
Esse fenômeno indica uma clara mudança de preferência do consumidor paulista, que demonstra um interesse crescente por veículos que dependem exclusivamente da energia elétrica, impulsionando ainda mais a presença dessa tecnologia inovadora no estado.
Combustíveis Tradicionais Ainda Mantêm o Ritmo
Apesar da forte expansão dos elétricos, os combustíveis tradicionais continuam a ter uma base sólida. A frota de veículos movidos a etanol, reconhecido pela baixa pegada de carbono e predominante em modelos flex, atingiu 15,1 milhões de unidades, um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior. Essa categoria representa 50,3% dos automóveis e motos registrados, um ligeiro crescimento comparado aos 49% de seis anos atrás.
Já a gasolina permanece como o combustível de maior abrangência. Em setembro de 2025, 25,7 milhões de veículos (entre flex e convencionais) podiam ser abastecidos com gasolina, um aumento de 2% frente ao ano anterior. No total, 85,7% dos 30 milhões de veículos na frota paulista ainda têm capacidade de rodar com esse combustível.

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