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Em entrevista concedida nesta terça-feira (2) ao programa Repórter 98 da 98 FM Natal, o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, buscou esclarecer e desmentir projeções que indicavam um possível “salto” expressivo na folha de pagamento do estado para o ano de 2026. As especulações, que circulavam nos bastidores políticos e econômicos, sugeriam um aumento drástico nos gastos com pessoal, o que gerou preocupação e debates sobre a saúde financeira do estado.

Xavier foi enfático ao afirmar que a folha de pagamento não deverá sofrer uma elevação da faixa atual, que se aproxima dos R$ 900 milhões, para a cifra de R$ 1,4 bilhão, conforme vinha sendo divulgado. Em vez disso, o secretário projetou um crescimento dentro de um ritmo considerado “normal” e administrável para o período, alinhado com as previsões orçamentárias e as necessidades do serviço público.

“Seria uma irresponsabilidade sem tamanho a gente fazer um negócio desse”, declarou Xavier, em resposta direta às projeções que apontavam para um aumento superior a 30% na folha salarial. O secretário explicou que a interpretação equivocada dos números estaria relacionada à forma como o orçamento estadual é lido, uma vez que ele incorpora o déficit previdenciário, o que poderia distorcer a percepção das despesas de pessoal, inflacionando os valores de forma artificial.

O secretário detalhou que a inclusão do déficit da Previdência dentro do cálculo orçamentário eleva os valores totais da folha para patamares acima de R$ 1,3 bilhão. Ele frisou que esse montante não reflete a realidade financeira do estado, já que grande parte desse valor é destinada à cobertura do rombo previdenciário. “Quando você olha e não entende os números, acha que está aumentando financeiramente a folha de um patamar de R$ 900 milhões para R$ 1,3 bilhão. Mas minimamente nada perto disso”, esclareceu Xavier.

Carlos Eduardo Xavier apresentou uma estimativa mais precisa sobre o crescimento efetivo da folha em 2026, situando-o entre 7% e 8%. Ele explicou que esse percentual leva em consideração diversos fatores, como as recomposições salariais previstas em lei, as progressões funcionais dos servidores e os ajustes já contemplados nas projeções internas da Secretaria de Fazenda. “O crescimento da folha no ano que vem deve ficar entre 7% e 8%. É o que a gente estima”, concluiu o secretário, buscando tranquilizar a população e os servidores públicos quanto à estabilidade financeira do estado.

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