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Em meio a reviravoltas jurídicas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta sexta-feira (20) a intenção de implementar uma nova tarifa geral de 10% sobre parceiros comerciais. A medida surge como resposta a uma decisão da Suprema Corte que considerou ilegais diversas tarifas anteriores de seu governo.

Estratégias para Contornar Decisão Judicial

Apesar da derrota em tribunal, Trump demonstrou firmeza em coletiva de imprensa, afirmando que não cederá em sua política comercial. Ele indicou que pretende utilizar outras leis federais para reintroduzir as taxações sobre importações que foram invalidadas pelos juízes.

Novos Instrumentos Legais para Tarifação

O presidente detalhou que acionará a Seção 122, um dispositivo legal inédito em sua utilização por um chefe de Estado, para impor uma tarifa global de 10%. Paralelamente, Trump planeja usar a Seção 301 para iniciar investigações sobre supostas práticas comerciais desleais de países que não foram explicitamente mencionados.

Objetivo: Substituir Tarifas de Emergência

Trump busca posicionar essas novas ações como um substituto eficaz para as tarifas de emergência previamente aplicadas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Ele argumentava que essa legislação oferecia flexibilidade para impor e remover tarifas rapidamente, sem a necessidade de aprovação do Congresso, como forma de pressionar outros países.

Limitações e Potencialidades das Novas Medidas

As bases legais escolhidas para as novas tarifas possuem características distintas. A tarifa de 10% terá validade de 150 dias, a menos que haja aprovação parlamentar para sua extensão. Embora sua aplicação judicial ainda não tenha sido testada, a lei permite que o presidente lide com questões como o aumento do déficit comercial. As investigações sob a Seção 301, por outro lado, podem se estender por um período maior, impactando a rapidez com que o governo busca restabelecer tarifas de importação mais altas. Contudo, este instrumento possui maior solidez jurídica e já foi empregado anteriormente pelo presidente, notavelmente em relação à China.

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