Idema Questiona Planejamento de Obra na Capital Potiguar
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) de Natal entrou em campo para analisar o projeto de parque linear proposto pela Prefeitura da cidade e sinalizou um “impedimento” crucial. Embora reconheça a importância de expandir os espaços públicos urbanos, o órgão ambiental alertou que uma parcela significativa da área destinada à construção do parque está em uma zona de preservação integral, onde regras ambientais rigorosas proíbem edificações permanentes e atividades com grande concentração de pessoas.
Zona de Preservação: Um “Campo” com Regras Rígidas
A análise técnica do Idema, espécie de “revisão de VAR” ambiental, apontou que aproximadamente 60% do terreno indicado para o parque linear está inserido na Zona Primitiva 3 (ZP3) do Parque das Dunas. Esta é uma área de preservação integral, onde as construções e o fluxo intenso de visitantes são vetados conforme o Plano de Manejo vigente. Em termos de planejamento, o “terreno” não é compatível com a “jogada” urbanística proposta pelo município.
Competência e Alternativas para o Futuro Verde de Natal
O Idema reforçou que o licenciamento ambiental para qualquer empreendimento dentro da Unidade de Conservação Parque das Dunas é de competência exclusiva do Estado do Rio Grande do Norte, consolidando sua posição como o “árbitro” principal nessa disputa ambiental. Contudo, o órgão também apontou uma “saída estratégica”: o novo Plano de Manejo prevê a criação de uma Zona de Uso Intensivo 2 (ZUI2), com cerca de 16 hectares, que pode servir como uma alternativa viável para a ampliação de espaços públicos e recreativos, respeitando as normas ambientais e sem “tocar a bola” em áreas proibidas.

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