Foto: Reprodução

A Casa Branca admitiu que o uso das Forças Armadas dos Estados Unidos é uma “opção sempre à disposição” para alcançar o objetivo de anexar a Groenlândia. A informação foi divulgada nesta terça-feira (6) pela secretária de imprensa Karoline Leavitt.

Groenlândia: Prioridade de Segurança Nacional

Segundo Leavitt, o presidente americano considera a aquisição da Groenlândia uma prioridade crucial para a segurança nacional dos EUA, especialmente na dissuasão de adversários na região do Ártico. O território em questão é semiautônomo e pertence à Coroa da Dinamarca.

A declaração surge em um contexto de intensos debates sobre a estratégia americana para a Groenlândia, que tem sido alvo de interesse por sua localização estratégica, vastos recursos minerais e fontes naturais.

Reações Internacionais à Proposta

A possibilidade de uma intervenção militar gerou fortes reações. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, declarou que tal ato por parte dos EUA representaria o “fim da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)”. Líderes europeus, incluindo França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido, manifestaram solidariedade à Dinamarca e à Groenlândia, defendendo a soberania do território ártico.

A tensão aumentou após uma publicação na rede social X (antigo Twitter) por Katie Miller, esposa de Stephen Miller, chefe de gabinete da Casa Branca. Ela compartilhou uma imagem da Groenlândia com as cores americanas e a legenda “Soon” (“Em breve”), que foi interpretada como uma provocação e gerou respostas cautelosas de autoridades dinamarquesas e americanas, que ressaltaram a importância da colaboração entre aliados.

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