Christopher Waller, membro do Federal Reserve (Fed), foi considerado um candidato promissor em uma entrevista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a posição de chefe do banco central. A informação foi divulgada pela emissora CNBC, com base em fontes de alto escalão da administração americana.
Encontro em residência presidencial e foco na economia
A reunião ocorreu na residência oficial do presidente e antecedeu um pronunciamento de Trump sobre a economia. A conversa contou com a presença de figuras importantes como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e os chefes de gabinete Susie Wiles e Dan Scavino. O principal tema discutido foi o mercado de trabalho e estratégias para impulsionar a criação de empregos. Autoridades americanas negam que Trump busque um indicado que ceda às suas vontades em relação às taxas de juros, afirmando que o interesse do presidente abrange diversas pautas econômicas.
Outros candidatos na disputa e visão de Trump sobre o Fed
Apesar da entrevista positiva com Waller, não há confirmação de que ele seja o favorito para o cargo. O processo de seleção é descrito como “altamente organizado” e Trump ainda não tomou uma decisão. Outros nomes estão sendo considerados, como Rick Rieder, da BlackRock, que será entrevistado em breve. A governadora do Fed, Michelle Bowman, teria sido descartada, enquanto Kevin Hassett e Kevin Warsh já passaram por entrevistas.
Trump já expressou anteriormente que o presidente do Fed deveria consultá-lo sobre a política de juros, mas ressaltou que isso não implica em uma decisão final baseada em sua opinião. Ele elogiou Waller, destacando sua longa trajetória e a relação que construíram desde sua nomeação ao Fed em 2019.
Sucessão no Fed: um ponto crucial para 2026
A escolha do próximo presidente do Federal Reserve é vista como um evento de grande importância para os mercados globais em 2026. Especialistas alertam que a politização da autoridade monetária americana pode gerar instabilidade global. Dados recentes indicam uma atenção crescente ao mercado de trabalho, com um leve aumento na taxa de desemprego e desaceleração na criação de vagas em novembro.

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