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A diretoria do Corinthians, sob a presidência de Osmar Stabile, está considerando a possibilidade de deixar o Regime Centralizado de Execuções (RCE). A decisão é motivada pelo incômodo com a taxa de juros atrelada ao plano, que corrige uma dívida de R$ 367 milhões pela taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.

Possibilidade de Negociação Direta

Osmar Stabile acredita que o Corinthians pode obter melhores condições de pagamento negociando diretamente com os credores, por meio de acordos individuais. Ele solicitou aos dirigentes responsáveis pela RCE que avaliem a viabilidade de abandonar o regime. A antiga diretoria havia aderido ao RCE por considerar inviável a negociação individual com todos os credores.

A atual gestão questiona critérios da administração anterior na formulação do plano, discordando de parte das cobranças e da lista de credores incluídos no RCE. Entre os valores contestados está um pagamento de R$ 700 mil à empresa Rede Social Media Design LTDA, relacionado a um contrato de intermediação no acordo de patrocínio com a VaideBet. Além disso, o clube anulou na Justiça uma execução superior a R$ 22 milhões cobrada pelo empresário Giuliano Bertolucci.

Entenda o RCE

O Corinthians abriu o processo do RCE há cerca de dez meses, visando parcelar R$ 367 milhões em dívidas ao longo de dez anos. O objetivo é organizar as finanças e reduzir bloqueios judiciais. Deste valor, R$ 190 milhões já estão em processo de execução na Justiça. A primeira proposta do clube, que previa o repasse de 4% das receitas recorrentes e 5% das vendas de jogadores, foi rejeitada por alguns credores, que pediram a elevação para 20%.

O clube busca previsibilidade nas despesas e alívio nas contas bloqueadas com o RCE, mas a permanência no plano está sendo reconsiderada devido aos juros elevados e divergências sobre os valores incluídos.

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