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Um levantamento minucioso intitulado “Custo de Vida no Brasil”, fruto da colaboração entre a Serasa e o renomado instituto Opinion Box, posiciona o Rio Grande do Norte como o quinto estado mais oneroso para se viver em toda a região Nordeste. A pesquisa, divulgada recentemente, revela que o cidadão potiguar enfrenta um gasto médio mensal de R$ 2.550,00 por pessoa para cobrir suas necessidades essenciais. Este valor abrangente considera um espectro de despesas fundamentais, que incluem desde os custos com moradia e alimentação (supermercado) até contas fixas de consumo, transporte, saúde, opções de lazer e serviços pessoais. A cifra, por si só, já sinaliza uma pressão contínua e considerável sobre o orçamento familiar dos moradores do estado.

A análise aprofundada da pesquisa detalha que os maiores responsáveis por corroer a renda mensal dos potiguares são os gastos com supermercado, atingindo uma média de R$ 870,00, seguido de perto pela moradia, que pode chegar a expressivos R$ 790,00 mensais, e as contas de consumo recorrentes, com uma estimativa de R$ 370,00. O economista Thales Penha, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), enfatiza a gravidade desse cenário. Segundo Penha, o peso desproporcional desses itens considerados essenciais compromete diretamente o poder de compra da população. Tal situação não apenas limita a capacidade de poupança, mas também força um realinhamento drástico nas escolhas cotidianas, como a substituição de alimentos nutritivos por alternativas mais acessíveis e, frequentemente, menos saudáveis, além da busca por moradias em regiões mais afastadas dos centros urbanos para mitigar os altos valores de aluguel.

Adicionalmente, o estudo do Serasa e Opinion Box revela outras frentes de despesas significativas que contribuem para o custo de vida elevado no estado. Ganhos médios de R$ 420,00 são direcionados para saúde e atividades físicas, refletindo a importância e, por vezes, o alto custo de manter o bem-estar. O transporte e as opções de lazer consomem cerca de R$ 290,00, enquanto outras compras diversas somam R$ 240,00 ao orçamento mensal. Nathália Fernandes, especialista em educação financeira da Serasa, adverte que, em um cenário onde uma fatia considerável da renda é absorvida por despesas básicas e inadiáveis, o risco de endividamento dos consumidores eleva-se dramaticamente. Nesse contexto, a implementação de um planejamento financeiro rigoroso e a gestão consciente dos gastos tornam-se ferramentas não apenas úteis, mas absolutamente indispensáveis para a sustentabilidade econômica das famílias.

Apesar do cenário de custo de vida persistentemente elevado, um dado interessante da pesquisa “Custo de Vida no Brasil” é que apenas uma pequena parcela dos brasileiros, cerca de 10%, manifesta a intenção de mudar de cidade no ano de 2026 com o objetivo primordial de reduzir suas despesas. Este fato pode indicar uma série de fatores, desde laços familiares e profissionais até a percepção de que a elevação de preços é um fenômeno generalizado, não restrito a uma única localidade. A pesquisa reitera a urgência e a importância de que, especialmente em regiões onde o aumento dos preços supera a velocidade de crescimento da renda média, a organização meticulosa do orçamento familiar e o controle rigoroso dos gastos se configurem como estratégias cruciais. Tais práticas são vistas como o alicerce para prevenir o acúmulo de dívidas e garantir a manutenção da saúde financeira, permitindo que as famílias potiguares e brasileiras naveguem por um ambiente econômico desafiador.

Com informações da Tribuna do Norte

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