O mercado acionário brasileiro teve mais um dia de valorização, com o Ibovespa fechando em alta modesta nesta terça-feira e alcançando uma nova máxima histórica. Este é o décimo pregão consecutivo com sinal positivo para o índice de referência, a maior sequência desde julho do ano passado.
Performance do Mercado Nacional
O Ibovespa encerrou o dia com uma valorização de 0,17%, atingindo 150.704,20 pontos. Durante o pregão, chegou a registrar 150.887,55 pontos, um novo recorde intradia, mas também oscilou para uma mínima de 149.978,79. O volume financeiro totalizou R$25,18 bilhões, refletindo um dia de negociações intensas.
Apesar da alta, o índice sentiu a pressão de ajustes e a realização de lucros, especialmente devido ao desempenho negativo de ações de peso como Vale e Embraer. Analistas apontam que o “mau humor” no cenário internacional também contribuiu para a volatilidade.
Impacto do Cenário Internacional e Expectativas Domésticas
Nos Estados Unidos, o S&P 500, um dos principais índices de Wall Street, registrou queda de 1,17%. A preocupação com uma possível correção negativa nos mercados acionários americanos, alertada por presidentes de grandes bancos, influenciou o sentimento global.
No Brasil, as atenções se voltam para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira. O mercado financeiro espera que a taxa Selic seja mantida em 15%. Contudo, o foco principal será o comunicado pós-reunião do Banco Central, que poderá sinalizar os próximos passos da política monetária.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou sua posição de que as taxas de juros estão “exageradamente restritivas” e defendeu que o Banco Central emita um sinal claro sobre futuros cortes.
Destaques Negativos
Entre os papéis que pressionaram o Ibovespa, destacam-se:
- Vale ON (VALE3) registrou queda de 1,12%, impactada pela desvalorização dos preços futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian recuou 1,71%.
- Embraer ON (EMBR3) apresentou recuo de 3,6% após a divulgação de seu resultado do terceiro trimestre, que mostrou uma baixa no lucro líquido ajustado.

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