Foto: Reprodução

Em uma ação coordenada para desarticular esquemas de descaminho e contrabando no Rio Grande do Norte, a Polícia Federal (PF) deflagrou, na última quarta-feira (13), a operação batizada de “Ilegal Networks”. A força-tarefa, que contou com o apoio estratégico da Receita Federal, teve como objetivo principal desmantelar um grupo empresarial suspeito de comercializar eletrônicos e insumos estéticos introduzidos no território brasileiro sem o devido recolhimento de impostos ou autorizações dos órgãos de controle.

O foco da investigação foi um estabelecimento comercial em Natal que, sob a fachada de uma legítima assistência técnica de celulares, operava um esquema paralelo de venda de produtos de origem ilícita. A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, cumpridos em salas comerciais que serviriam de base para a logística e distribuição dos itens contrabandeados.

Apreensões e Irregularidades Sanitárias

Durante as diligências, as autoridades apreenderam uma vasta gama de aparelhos eletrônicos, incluindo smartphones, tablets e computadores, além de diversos acessórios. Segundo as autoridades, nenhum dos itens apresentava documentação fiscal que comprovasse sua importação legal, configurando o crime de descaminho.

Para além dos eletrônicos, a operação revelou um risco adicional à saúde pública. Os agentes federais localizaram um estoque de substâncias utilizadas para fins terapêuticos e estéticos — como preenchedores e toxinas — armazenadas em condições inadequadas. Muitas dessas substâncias, que deveriam ser mantidas sob rigoroso controle de temperatura, estavam sem refrigeração. Além disso, os produtos não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tornando a comercialização e o uso desses insumos proibidos em território nacional devido ao alto risco de danos à saúde dos consumidores.

No local, foram encontrados diversos instrumentos e materiais que sugerem o fracionamento e a preparação irregular dos compostos estéticos, indicando que o grupo poderia estar atuando não apenas na venda, mas também na manipulação clandestina de insumos para procedimentos invasivos. O material apreendido foi encaminhado para perícia técnica, e as investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos no esquema e a extensão dos prejuízos causados aos cofres públicos e aos consumidores.

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