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A fabricante de veículos elétricos Rivian anunciou um plano ousado para aprimorar suas capacidades de direção autônoma, focando no desenvolvimento de chips de inteligência artificial (IA) próprios. A iniciativa visa colocar a empresa em pé de igualdade com gigantes como Tesla, Ford e GM, que já investem pesadamente nessa tecnologia.

Primeiros Passos para a Autonomia Avançada

O CEO da Rivian, RJ Scaringe, destacou em evento em Palo Alto que a autonomia tem o potencial de transformar a experiência do motorista, liberando tempo e redefinindo a relação com o veículo. Os primeiros recursos do sistema Universal Hands-Free chegarão em 2025 para os modelos R1 de segunda geração, cobrindo milhões de quilômetros de estradas pavimentadas nos EUA, ainda sob supervisão humana.

O objetivo é evoluir para um sistema de “ponto a ponto”, onde o motorista apenas informa o destino e o carro assume o controle total. Para isso, futuros modelos receberão um conjunto aprimorado de câmeras, radares, sensores lidar e os novos chips internos projetados para alcançar a direção autônoma de Nível 4.

Novos Chips e Arquitetura de Software

Entre as novidades apresentadas está o chip proprietário RAP1, que promete ser mais potente, além de uma arquitetura de software renovada e um assistente de IA integrado. Esses recursos serão oferecidos no pacote Autonomy+, com custo de US$ 2.500 ou US$ 50 mensais.

Mercado Reage com Cautela

Apesar do entusiasmo com os avanços tecnológicos, o mercado financeiro reagiu com ceticismo inicial. As ações da Rivian sofreram uma queda após o anúncio, embora tenham se recuperado no dia seguinte. Analistas, como os da Needham, que elevaram a meta de preço para as ações, apontam o potencial de crescimento da empresa com essas inovações.

A visão da Rivian para a autonomia vai além do uso pessoal, vislumbrando oportunidades em serviços de compartilhamento de viagens e modelos de propriedade coletiva.

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