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O governo federal oficializou ontem, quinta-feira (23), o anúncio de uma medida de impacto direto na economia doméstica: a redução das alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina. A decisão, que vinha sendo articulada nos bastidores, será detalhada em entrevista coletiva convocada para as 17h, marcando uma tentativa do Executivo de conter pressões inflacionárias sobre os combustíveis.

Detalhes da articulação ministerial

Conforme informações apuradas pelo jornal Valor Econômico, a conferência de imprensa contará com a presença de figuras centrais da equipe econômica: o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A escolha dos porta-vozes sinaliza a importância estratégica da medida para o ajuste fiscal e o controle de expectativas do mercado.

Objetivos e contexto político

De acordo com fontes do Ministério da Fazenda, a desoneração faz parte de um pacote mais amplo de ações desenhadas para “distensionar o setor” e promover a estabilidade econômica em um cenário de volatilidade dos preços internacionais do petróleo. A medida é vista como um balão de oxigênio para aliviar o custo de vida do consumidor final e reduzir o impacto nos preços de fretes e insumos.

A articulação em torno dessa decisão não se restringiu aos gabinetes ministeriais. Ao longo desta quinta-feira, o tema foi o centro de intensas negociações no Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), esteve reunido com integrantes do governo para debater o impacto dessa redução e as vias legislativas necessárias. Paralelamente, o assunto também foi pauta prioritária em um encontro estratégico com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), evidenciando o alinhamento necessário entre os poderes para garantir a eficácia da política de redução de impostos.

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