Foto: Reprodução

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), campus de Mossoró, enfrenta um momento de tensão após o colapso de parte do teto de uma de suas salas de aula. O incidente, ocorrido nesta sexta-feira (24), foi motivado pelas intensas precipitações que atingiram a região, deixando a comunidade acadêmica em estado de alerta quanto à segurança das instalações físicas da instituição.

Causas técnicas e avaliação dos danos

De acordo com o coordenador do espaço afetado, Airton Carvalho, a estrutura não suportou o volume de água acumulado durante o temporal. A principal suspeita é que a calha do edifício tenha sido obstruída por folhas de árvores do entorno, o que impediu o escoamento correto da água. Em consequência, o acúmulo transbordou para a laje, saturando o forro de gesso, que acabou cedendo durante a madrugada.

Revolta estudantil e histórico de problemas

O episódio não é isolado e serviu como estopim para uma série de denúncias por parte do corpo discente. Nas redes sociais, estudantes relataram uma rotina de medo devido à precariedade das estruturas em diversos prédios da universidade. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) emitiu uma nota contundente, classificando a situação como um reflexo do “sucateamento” da instituição.

“A segurança deve ser o requisito básico para o funcionamento de qualquer campus universitário. É um direito inalienável de estudantes, professores e técnicos exercerem suas atividades sem o temor de acidentes dessa natureza”, declarou a entidade, que aponta a existência recorrente de rachaduras, infiltrações e problemas estruturais críticos em outros setores do campus.

Precedentes de risco

A preocupação da comunidade acadêmica ganha peso se considerado o histórico recente. Há menos de três semanas, no dia 9 de abril, a universidade viveu uma situação de risco semelhante no Prédio de Fitossanidade, quando uma viga de concreto cedeu, forçando a evacuação imediata do local. Naquela ocasião, a Defesa Civil foi acionada para realizar vistorias técnicas, reforçando as suspeitas de que a rede predial da Ufersa carece de manutenções preventivas urgentes para suportar as variações climáticas locais.

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