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Em um cenário de crescente tensão entre o funcionalismo público e o Governo do Estado, sindicatos que representam servidores da Saúde, da Polícia Civil e de outras esferas da administração pública do Rio Grande do Norte anunciaram a convocação de uma assembleia geral. O encontro, que deve contar com adesão expressiva, está marcado para esta terça-feira (28), em frente à Governadoria, tendo como pauta central o indicativo de greve.

O impasse sobre a reposição salarial

A mobilização da categoria é impulsionada pela ausência de um cronograma claro para a implantação da reposição salarial de 4,26%. O reajuste, que deveria ser efetivado em abril de 2026, é uma demanda prioritária dos trabalhadores da saúde e da segurança pública, que alegam defasagem em seus vencimentos diante do custo de vida atual.

Representantes sindicais, incluindo membros do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (Sindsaúde), realizaram uma rodada de negociações na última sexta-feira (24). A reunião contou com a presença da nova secretária estadual da Administração, Jane Carmen, e do secretário adjunto da SEAD, Iranildo Germano.

Ausência de resposta concreta do Governo

Durante o diálogo, a secretária Jane Carmen justificou a dificuldade de atendimento imediato à reivindicação citando seu pouco tempo à frente da pasta. Segundo a gestão estadual, não há, neste momento, condições técnicas e orçamentárias para operacionalizar o reajuste nos contracheques de forma imediata.

Embora tenha se comprometido a buscar uma alternativa, a secretária não apresentou uma data definitiva para o pagamento, solicitando um prazo maior para estudar a viabilidade financeira. A expectativa é que a secretária se reúna nesta segunda-feira (27) com o presidente da Comissão de Eficiência e Gestão do Governo para traçar um posicionamento oficial, que será levado aos servidores durante a assembleia de terça-feira.

O clima é de expectativa e frustração entre as categorias. A decisão pelo início de uma greve geral dependerá diretamente da proposta que o Executivo estadual apresentar nas próximas 24 horas, transformando a reunião de terça-feira em um momento decisivo para o funcionamento dos serviços públicos essenciais no Rio Grande do Norte.

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