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A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, por meio de sua Coordenadoria de Vigilância em Saúde, divulgou nesta quinta-feira (23) um novo boletim epidemiológico detalhando o cenário da mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) em território potiguar. Até o momento, o estado contabiliza 12 casos confirmados da doença, em um total de 69 notificações recebidas pelas autoridades sanitárias.

De acordo com o balanço, 40 dos casos notificados foram descartados após a realização de exames laboratoriais, enquanto o restante segue em monitoramento ou investigação. Um dado que chama a atenção no levantamento recente é a aceleração pontual das confirmações: três desses casos foram diagnosticados apenas no intervalo entre os dias 17 e 23 de abril, o que reforça a necessidade de vigilância constante por parte da rede hospitalar.

Monitoramento e controle

A coordenadora de Vigilância em Saúde, Diana Rego, conduziu a coletiva de imprensa que esclareceu o panorama atual. Apesar da confirmação de novos registros, a gestora enfatizou que a situação epidemiológica no Rio Grande do Norte permanece controlada. Segundo a pasta, não há, neste momento, um cenário de surto descontrolado, mas sim um monitoramento ativo e rigoroso das redes de transmissão e dos contatos dos pacientes diagnosticados.

O fluxo de diagnóstico no estado é centralizado no Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Lacen-RN), unidade de referência técnica responsável por realizar a testagem via PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para a detecção do material genético do vírus. A agilidade no encaminhamento das amostras é apontada pela Vigilância como um dos pilares para conter a disseminação da doença.

Sintomatologia e conduta do paciente

As autoridades sanitárias reforçam que a população deve estar atenta aos sinais clínicos característicos da infecção. A mpox manifesta-se inicialmente por sintomas inespecíficos, como febre, dores musculares (mialgia), dor de cabeça intensa, calafrios e a presença de linfoadenopatia — o inchaço dos gânglios, popularmente conhecidos como “ínguas”.

O sinal mais distintivo da infecção, contudo, são as erupções cutâneas que evoluem para vesículas e pústulas (lesões com pus). A orientação oficial é clara: ao identificar qualquer um desses sintomas, o cidadão deve buscar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica e, se necessário, a coleta de material para exame.

Prevenção e protocolos

A mpox é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus e sua transmissão ocorre, prioritariamente, pelo contato direto e prolongado com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados de pessoas infectadas. A interrupção da cadeia de transmissão depende diretamente da adoção de medidas preventivas:

  • Isolamento: Pacientes confirmados ou suspeitos devem manter o isolamento durante todo o período de transmissibilidade para proteger terceiros.
  • Higiene rigorosa: A lavagem frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel permanece como medida de proteção básica.
  • Desinfecção: Limpeza regular de superfícies e objetos de uso comum em ambientes residenciais ou de trabalho.
  • Distanciamento: Evitar o compartilhamento de toalhas, roupas de cama e objetos de uso pessoal com pessoas infectadas ou sob suspeita.
  • Equipamentos de Proteção: Uso de máscaras e luvas por profissionais de saúde e cuidadores de pacientes com lesões abertas.

A Vigilância em Saúde ressalta, por fim, que a detecção precoce é o mecanismo mais eficaz para evitar o agravamento dos casos e a proliferação da doença no estado.

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