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Em um desenvolvimento que eleva drasticamente as tensões no Oriente Médio, o grupo xiita libanês Hezbollah reivindicou, nesta segunda-feira (2), a autoria de um ataque com foguetes direcionado ao norte de Israel. A milícia classificou a ofensiva como uma resposta direta e imediata à notícia da morte do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, uma figura de imensa influência religiosa e política que comandou a República Islâmica por décadas e foi o arquiteto de sua política regional. Segundo o comunicado do Hezbollah, o alvo principal dos projéteis foi uma instalação militar estratégica localizada ao sul da cidade de Haifa. Em contraponto, as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram o incidente, informando que um dos projéteis foi interceptado com sucesso por seus sistemas de defesa antimísseis, enquanto os demais caíram em áreas desabitadas e abertas, não havendo, até o momento, registro de vítimas ou danos materiais significativos.

Este lançamento de foguetes marca o primeiro incidente armado de tal magnitude desde a fragilizada assinatura do cessar-fogo entre Israel e Líbano, que havia sido alcançado em novembro de 2024, sob intensa mediação dos Estados Unidos, na tentativa de pacificar uma região cronicamente volátil. Em um pronunciamento oficial, o Hezbollah não apenas reivindicou a autoria do ataque, mas também explicitou sua motivação: a ofensiva serviria como um “aviso inequívoco” para que as Forças Armadas israelenses desocupassem imediatamente as posições militares que, segundo o grupo, Israel ainda mantém ilegalmente em território libanês desde a guerra travada no ano anterior. Para o Hezbollah, essa persistente presença militar israelense representa uma flagrante violação dos termos do acordo de cessar-fogo mediado internacionalmente.

A resposta de Israel não tardou. Em questão de horas, a Força Aérea Israelense (FAI) lançou uma série de bombardeios retaliatórios massivos. Os ataques aéreos foram concentrados em alvos estratégicos e operacionais ligados ao Hezbollah, principalmente na capital libanesa, Beirute. A região de Dahiyeh, notória por ser um reduto histórico e um bastião de apoio do grupo xiita na periferia sul da capital, foi particularmente atingida. Além disso, as investidas israelenses se estenderam a áreas no sul do Líbano e no Vale do Bekaa, regiões onde o Hezbollah possui forte presença e infraestrutura militar. Testemunhas e relatos locais descreveram explosões intensas durante as primeiras horas da madrugada, que provocaram pânico generalizado e levaram milhares de moradores a abandonarem seus lares em bairros atingidos ou adjacentes.

A gravidade da situação foi sublinhada pelas declarações do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir. Em um pronunciamento firme, o General Zamir afirmou categoricamente que o Hezbollah “abriu uma campanha” de hostilidades contra o Estado de Israel, alertando que o grupo libanês seria considerado “total e diretamente responsável” por qualquer escalada ou desdobramento futuro do conflito. Em um movimento que demonstra a amplitude da resposta israelense e a interconexão dos eventos, as autoridades de defesa de Israel também anunciaram, em paralelo, a realização de novos ataques aéreos contra estruturas críticas ligadas ao regime iraniano, desta vez em Teerã, capital do Irã. Essa ação visa demonstrar uma postura de linha dura contra o principal patrocinador do Hezbollah e serve para agravar ainda mais a já volátil tensão regional, que havia sido acentuada após uma ofensiva militar de larga escala contra o próprio Irã, ocorrida no fim de semana anterior a esses eventos.

Com informações e apuração original da agência Poder360.

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